REVOLUÇÃO ESPÍRITA, de Paulo Henrique de Figueiredo

Este trabalho, feito no interesse de pesquisa de dois portugueses, seguidores e divulgadores da mensagem de Paulo Henrique de Figueiredo, apresenta a leitura integral e cuidadosa, com facilidade de pesquisa e inter-relação de conteúdos, de todos os artigos publicados entre 12/Jun/2016 e 28/Set/2017, por Paulo Henrique de Figueiredo na sua página pessoal.
Está publicado num ficheiro PDF, ao fundo deste artigo.>

A REVOLUÇÃO ESPÍRITA é o título de um livro que recebemos do Brasil, que começámos a ler com entusiasmo no momento em que nos demos conta da importância da sua mensagem, das reflexões e das propostas construtivas que consigo transporta.
Como é sabido de muitos e muitos milhares de referências Históricas, a REVOLUÇÃO FRANCESA, assim escrita, com maiúsculas, representa – com as inerências dolorosas de todos os grandes dramas da História da Humanidade, e estamos a pensar, nada mais nada menos que no sacrifício do cidadão Jesus de Nazaré – um ponto absolutamente essencial na viragem dos tempos, das atitudes e das conceções das sociedades organizadas, pelo menos no hemisfério que habitamos.
A REVOLUÇÃO ESPÍRITA de Paulo Henrique de Figueiredo, evidencia à partida o lúcido reconhecimento das realidades que estiveram na base do maior levantamento político-social e ideológico que sacudiu a Europa, ao fim de muitos séculos de abominável dogmatismo, intolerância, desigualdades e inenarráveis violências institucionais, quase sempre “sacralizadas”.

A REVOLUÇÃO ESPÍRITA que Paulo Henrique de Figueiredo nos apresenta possui, porém, potencial transformador muito mais vasto, pode dizer-se, universal, porque reside na consciência; procede pelo raciocínio, pelo sentido de liberdade e pelo mais absoluto respeito pela paz e pela elevação moral.

Intelectualmente pode abarcar a antiguidade e a seriedade das mesmas razões que fundamentaram a Revolução Francesa. Surgem deste modo, aglutinando muitas outras, as referências ao pensamento inspirador de Jean-Jacques Rousseau e ao seu desenvolvimento filosófico levado a cabo por Immanuel Kant.
Segue-se, no encadeado complexo de muitas razões e acontecimentos (estre elas o avanço científico proposto por Franz Anton Mesmer) a tarefa de metodização efetuada por Allan Kardec de conhecimentos excecionais, embora radicados na antiguidade do Homem, e que o relacionam com a transcendência, a sua origem e o seu destino.
Uma Revolução faz pensar na outra. Não são iguais nem parecidas, nem nas suas motivações fundamentais, nem nos processos utilizados e muito menos nos objetivos alcançáveis.
Uma faz pensar na outra porque ambas permanecem dificílimas de concretizar, e porque oferecem a perspetiva de mudanças radicais. Mas a Revolução Espírita, no âmbito e na projeção dos seus objetivos é muitíssimo mais vasta, profunda e intemporal.
O desenvolvimento da sociedade humana é de uma complexidade trágica. Mas é o único caminho inevitável e indispensável, porque vai ordenando lentamente as vontades e as atitudes individuais e coletivas em direção ao grande e necessário Progresso.
Haja a coragem para estudá-las a ambas, na íntegra seriedade das suas causas e consequências.

Quanto à que chamaremos nossa, a REVOLUÇÃO ESPÍRITA, a ser conduzida em PAZ, progresso intelectual e elevação moral será certamente – neste Terceiro Milénio – a grande – a SUPERIOR transformação de toda a HUMANIDADE!…

Para ter acesso ao ficheiro PDF com a totalidade dos artigos acima referida,
é favor clicar neste “link”:

REVOLUÇÃO ESPÍRITA, de Paulo Henrique de Figueiredo

A teoria esquecida de Allan Kardec, palestra de Paulo Henrique de Figueiredo

AS INVESTIGAÇÕES DE PAULO HENRIQUE DE FIGUEIREDO

Um passo em frente na caracterização filosófica da ideia espírita

De Immanuel Kant se disse que, depois dele, nada seria como dantes no pensamento ocidental. Depois de assimilado o avanço conceptual proposto por Paulo Henrique de Figueiredo, nada será igual no espiritismo em português.


RECEBI, OPORTUNAMENTE,  DE UM JOVEM BOM AMIGO BRASILEIRO O FAVOR DA REMESSA DE DOIS LIVROS IMPORTANTÍSSIMOS PARA O PRESENTE E PARA O FUTURO DO ENSINO DOS ESPÍRITOS, TAL COMO NOS FOI LEGADO POR ALLAN KARDEC.
SÃO
OBRAS ESSENCIAIS, RESULTANTES DE MUITOS ANOS DE PESQUISAS DE PAULO HENRIQUE DE FIGUEIREDO, PARA QUE DESPERTE E SE RENOVE UMA CULTURA QUE MUITOS INSISTEM EM  ANESTESIAR, DETURPAR OU DEMOLIR:

REVOLUÇÃO ESPÍRITA – A teoria esquecida de ALLAN KARDEC
MESMER – A ciência negada do magnetismo animal

O essencial desta notícia é a oferta aos visitantes de uma introdução às ideias de PAULO HENRIQUE DE FIGUEIREDO, de que tomei conhecimento pela generosidade comunicativa das suas palestras e da sua página pessoal.

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AO FUNDO está incluído para descarga um ficheiro PDF da transcrição livre de uma dessas palestras de 17 de Setembro de 2016.
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Reparei depois que o texto da mensagem de agradecimento que mandara ao meu jovem amigo brasileiro, com o entusiasmo com que a escrevi, pode servir como abertura para esse tema:

Caríssimo amigo “J”

“…Deves estar lembrado do Pdf que te enviei a respeito das ideias e da investigação de Paulo Henrique de Figueiredo…”
A propósito disso, tenho estado a assentar ideias a respeito de Immanuel Kant e de todos os antecedentes culturais que poderão fundamentar a lógica histórico-filosófica do aparecimento do ensino dos Espíritos, tal como nos foram transmitidos pela notabilíssima  obra de Allan Kardec.
Esse processo implica a visão abrangente e coordenada da História da Humanidade e da marcha do pensamento filosófico, tarefa a que PHF tem vindo a dedicar a sua melhor atenção, já há dezenas de anos, e que preenche uma lacuna antiga do estudo e da apreciação do conhecimento espírita em português.
Faço esta compartimentação linguística da grande cultura, porque os franceses, que foram os seus legítimos percursores – quer na teoria, quer na prática – deram-se ao luxo de a deixar um pouco ao Deus dará e não a integraram de forma consequente na vasto seio da cultura europeia.
A essa tarefa meteu ombros este brasileiro universalista iluminado por uma formidável lucidez cultural, que veio buscar ao velho continente – provando largamente a abundância de dados e conceitos entretanto negligenciados – a panaceia adequada para um sem número de sincretismos já dramaticamente enraízados na versão tropical do legado de Allan Kardec.
Levará tempo a clarear essa mescla de impulsos desencontrados, conforme também esclarece Paulo Henrique de Figueiredo. Felizmente que a clarividência emancipadora do ensino dos Espíritos não nos foi comunicada por palavras limitadas do quotidiano confuso do suor e das lágrimas de quem caminha lenta, mas persistentemente, para a Luz. Foi-nos comunicada pelo pensamento enorme de quem contempla o mundo de alto e de largo.

Por isso também nós traduzimos “O Livro dos Espíritos” para a língua portuguesa dos dias de hoje, para novas gerações de leitores, alheios à estratificação do pensamento formalista. O que está nas páginas daquele livro não são as palavras petrificadas de um século passado. São ideias luminosas e esclarecidas que dia a dia se renovam, assim haja a lucidez para entender a cada instante a libertadora mensagem dos Espíritos.

Sendo o ensino dos Espíritos uma culminância da modernidade é evidente que os pontos mais elevados e sensíveis da marcha das ideias filosóficas e do desenvolvimento dos factos históricos, têm obrigatoriamente de ter uma correspondência activa e consequente com o seu aparecimento.

Kant não hesitou em definir a sua filosofia como uma “revolução copernicana” na história do pensamento, pois a sua obra significava uma revolução equivalente à que representara o heliocentrismo de Copérnico para a ciência.
Kant foi, indiscutivelmente, o fundador da filosofia moderna: com a sua obra completa-se essa viragem rumo à subjectividade, timidamente iniciada por Descartes e radicalizada por David Hume, que caracterizou toda a filosofia até aos nossos dias.
Após as suas famosas três Críticas (Crítica da Razão Pura, 1781; Crítica da Razão Prática, 1788 e Crítica do Juízo (ou da Faculdade de Julgar), 1790) nada voltaria a ser como dantes.

 A importância fantástica que tem a obra de Paulo Henrique de Figueiredo é ser o avanço mais consequente e organizado que eu conheço no estabelecimento e solidificação dessa correspondência activa!…
A virtude conceptual e ideológica que tem esse avanço é constituir uma ultrapassagem, uma superação, de um conjunto de debates mesquinhos e infindáveis, que estorvam a compreensão das qualidades essenciais do espiritismo, mesmo para alguns que – de certa forma – se julgam adeptos certificados.
PHF, para além de lançar um desafio sem precedentes aos interessados activos na proposta espírita, tal como foi delineada por ALLAN KARDEC, identifica vários aspectos em que tem sido omissa a compreensão dos antecedentes  que possibilitaram a sua eclosão e de várias contingências do seu devir histórico.
Relativamente ao seu próprio país, a redescoberta e elucidação de estudiosos fundadores como Manuel José de Araújo Porto-Alegre, Gonçalves de Magalhães e Gonçalves Dias, desmistifica mitos pseudo-inauguradores de um movimento irremediavelmente marcado por cismas fracturantes e sincretismos incompatíveis com o espiritismo como impulso intelectual emancipador e universalista com profundas raízes intelectuais.
Há sectores, ditos “progressistas”, do espiritismo, que ainda não chegaram às ideias de Immanuel Kant, resumidamente, porque ainda não perceberam a natureza de uma ideologia e de um exercício programático caracterizado pelo sentido da AUTONOMIA, pela ideia da EVOLUÇÃO, e pela CONSCIÊNCIA como residência originária da orientação MORAL, ou seja – ainda não chegaram ao ponto zero da “revolução copernicana” de Kant!…
Estou a ler um livro muito inspirado e envolvente, que é da autoria de Joan Solé, um jovem catalão para aí da tua idade, excepcionalmente bem escrito, que oferece numa bandeja de analogias multi culturais (até artísticas…) o perfil das ideias de Kant, e que se chama exactamente ” A revolução copernicana na filosofia”:

Nota: Esse livro faz parte de uma colecção de 40 obras a respeito dos principais filósofos e da marcha das ideias filosóficas; foi editada em Portugal, por um semanário, sob o título “Descobrir a Filosofia”. Deve ter sido editada no Brasil, pela certa.
Se leres bem em Espanhol (a língua castelhana, atenção…) posso-te mandar 30 pdf’s de 30 dessas obras. Para quem quiser completar ideias a respeito da Filosofia, ou inaugurá-las, é um apetitoso convite à leitura.

O projecto da colecção foi dirigido por Manuel Cruz, catedrático de Filosofia na Universidade de Barcelona, com a colaboração de muito conceituados especialistas!…
O Paulo Henrique de Figueiredo tem sido muito simpático e já pré-anunciou a sua autorização para publicar o Pdf com a transcrição  da apresentação do livro: Revolução Espírita – A Teoria Esquecida de Allan Kardec

Aqui fica o link para a notícia que diz respeito à obra. O site – do próprio autor – tem uma variedade de artigos a não perder. Como requinte técnico que é raro, cada artigo é antecedido da indicação do número de minutos que leva a ler!…

Felicidades e os melhores votos de saúde

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PDF com a transcrição livre, de minha inteira responsabilidade, da palestra devidamente identificada de PAULO HENRIQUE DE FIGUEIREDO:

REVOLUÇÃO ESPÍRITA – A teoria esquecida de ALLAN KARDEC.

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MESMER – A ciência negada do magnetismo animal
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Bertrand Russell – Sobre o progresso espiritual

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As publicações que o IPEAK prometera a respeito do seu trabalho mediúnico de pesquisa e ilustração continuam a surgir, com benefício para todos os interessados.

Já sendo privilégio raro o imenso interesse das reflexões que nos aparecem sob a assinatura do Espírito Russel, temos aqui também o precioso ensejo de abordar conceitos sobre o progresso moral e sobre o progresso espiritual, ditados em Agosto de 2016 pelo Espírito Allan Kardec!…

Na primeira das mensagens aqui publicadas do Espírito Russel foi-nos apresentado um relatório inspirado do seu regresso ao mundo espiritual, com impressões de um grande intelectual ateu a respeito de Deus, agora reconhecido, rematadas de forma eminente: 
…Deus foi o calor que senti após a gélida travessia. Em Deus repousa o sentido, e é nele que a busca cessa…”

Desta feita é-nos oferecida a oportunidade para reflectir sobre a longa caminhada do progresso espiritual, do qual colhemos uma breve fracção de todo o valiosíssimo texto:
“…Na medida em que a consciência se amplia, pelo conhecimento do bem e dos deveres sempre crescentes que ela lhe impõe – o homem é chamado a empreender uma luta contra suas imperfeições, seus fantasmas interiores, por vezes mais tenazes que os maus Espíritos que o rodeiam, porque o assombram ininterruptamente.”

Dizendo MUITO OBRIGADO AO IPEAK, vamos continuar a seguir estas magníficas publicações!…
Para os interessados em alargar este precioso contacto se sugere que se registem como seguidores de IPEAK.

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Na sessão do dia 30 de Agosto de 2016, havíamos estudado o texto da Revista Espírita de Fevereiro de 1864 – Dissertações espíritas – “Estudos sobre a reencarnação”, e havíamos ficado com uma dúvida relativa à seguinte afirmativa feita por Kardec em seu comentário à dissertação do Espírito: “É assim que, de um mundo material como a Terra, pode ir habitar um mundo superior, como Júpiter, se seu avanço moral e espiritual for suficiente para dispensá-lo da passagem pelos graus intermediários.”

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Evocamos nosso professor Allan Kardec e lhe fizemos a seguinte pergunta:

1. Caro mestre, gostaríamos de compreender melhor em que consiste o adiantamento moral e o espiritual a que se refere Kardec no último parágrafo do texto que estudamos, e como discernir um e outro.

Eis a resposta que recebemos:

“Embora possais eventualmente usar como sinónimos esse dois progressos, no texto citado era necessário deixar claro que são progressos distintos, pois relacionam-se a aspirações diferentes. O progresso moral advém da compreensão das leis de Deus e do desejo de relações sociais que possam tornar o mundo o melhor possível.
Por isso, as leis dos homens devem ser leis morais, se se quiser uma vida melhor neste mundo.
Notai que não precisa crer-se espírita para desejar um mundo melhor; porém, aquele que deseja progredir como Espírito deve expandir suas aspirações e almejar mais do que a moralização do mundo pela mudança de seu comportamento; deve desejar as moradas felizes, a vida dos Espíritos superiores, acrescentando ao seu bem proceder essa nova aspiração;
deve dar à vida material um valor relativo, usufruindo dela apenas o necessário para atingir o objetivo a que está destinado por Deus: progredir como Espírito imortal e aspirar a suprema felicidade, que é ser Espírito puro.
Pode-se dizer então que o progresso espiritual seria conhecer a verdade para viver de acordo com a verdade, não mais circunscrito a um mundo, mas na plenitude da unidade Divina.”

Allan Kardec
Psicografada em 30/08/2016

GEAK – Sessão do dia 22/11/2016

Nesta sessão nós relemos a resposta reproduzida acima e fizemos mais algumas reflexões sobre o tema, que nos tem despertado vivo desejo de compreender melhor.
Na sequência evocamos o Espírito de Bertrand Russell, para ditar uma dissertação sobre o progresso espiritual que ele já nos havia prometido. Ele ditou o seguinte:

“Amigos,
Sinto-me feliz pelo chamado, e sou grato pela consideração que guardam por mim. Depois de organizar melhor as minhas ideias sobre o tema, sinto-me mais seguro de, agora, ditá-las ao médium e de submetê-las a vocês, espíritas. Agradeço especialmente aos Espíritos que me ajudaram a ter noções mais justas sobre o progresso espiritual, entendido, é bom que se diga, na perspectiva que estavam debatendo desde há algumas semanas, diferindo-o essencialmente do progresso moral.

No começo do seu progresso, em mundos ainda imperfeitos, o Espírito experimenta uma forma de ignorância não viciosa e de uma simplicidade não virtuosa, mas pouco a pouco as reencarnações vão lhe auxiliando a desenvolver uma diferenciação progressiva em relação ao que ele era no momento em que foi criado. Bem se vê que na fase inicial mão invisível o sustenta e o guia até que, pela experiência, a verdadeira responsabilidade lhe pese sob os ombros e seu livre-arbítrio já esteja suficientemente desenvolvido para que sofra as consequências de suas escolhas. Aos poucos sua consciência já o adverte, e embora suas noções de bem e de mal ainda precisem de muitos aprimoramentos, já incide sobre ele a justiça de Deus, com relação aos seus próprios atos e de acordo com o seu conhecimento das coisas. É então nesse momento que uma segunda forma de ignorância – o desprezo voluntário daquilo que já se sabe sobre o bem – pode fazer-se predominante, com exceção dos Espíritos que desde o começo se decidem pelo bem.

Inicia-se, então, a luta que caracteriza o progresso moral, marcada pelo esforço por dominar as más inclinações, esforço esse que permite que novas aspirações possam lentamente surgir. Na medida em que sua consciência se amplia, pelo conhecimento do bem e dos deveres sempre crescentes que ela lhe impõe – porque o bem sempre se amplia indefinidamente, na medida em que o Espírito se habilita a voos mais altos – o homem é chamado a empreender uma luta contra suas imperfeições, seus fantasmas interiores, por vezes mais tenazes que os maus Espíritos que o rodeiam, porque o assombram ininterruptamente. Esse processo finda com a eliminação dos ditos fantasmas, que cessam de exercer predomínio sobre as consciências inseguras, receosas e incertas do que é o bem e das vantagens de escolhê-lo.

Neste ponto o Espírito já deseja o bem de todos, importa-se com seu semelhante e esforça-se sem descanso para fazer-lhe o bem, mas muitos progressos ainda lhe faltam até o pleno gozo daquilo que intitulo de suas faculdades divinas. O progresso espiritual, então, funda-se na necessidade de complementar o progresso moral, a fim de dar cumprimento ao mais profundo ensinamento do Cristo, ensino que eu, em minha última existência terrena, não compreendi: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.” Deve, assim, o Espírito elevar-se ainda mais, fazendo da aspiração de unir-se a Deus, por um amor lúcido e racional, o seu móbil, a sua marca, o seu objetivo. É desse modo que o Espírito logra ascender cada vez mais a moradas mais purificadas, de maneira que possa assumir um dia as tarefas nos conselhos do Omnipotente, tomando, em definitivo, o lugar que lhe cabe na obra da criação.

Após as considerações precedentes, um conselho lhes deixo: elevem-se, amigos; cultivem o solo de suas almas para que as sementes que estes sábios Espíritos vêm delicadamente lançar sobre todos, germinem e produzam bons frutos. Logo mais, vencidas as dificuldades morais que nos têm caracterizado, logo ali, digo eu, porque hoje eu posso sondar a imensidão, todos poderemos, ascendendo a montanha do progresso espiritual, gozar do pleno amor de Deus; então, teremos realizado o objetivo para o qual fomos, desde a nossa origem, criados.
Adeus, amigos. Até breve!”

Russell.
Psicografada em 22/11/2016.

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As EQM’s confirmam cientificamente factos já conhecidos pelo espiritismo

>AS EXPERIÊNCIAS DE QUASE-MORTE (EQM)

 o mais importante conjunto de factos  com comprovação científica reveladores da vida depois da morte no decurso da História da Humanidade

Ver outros artigos a respeito deste assunto no sector: EQM NDE

“…Van Lommel chegou à inevitável conclusão de que é completamente provável que o cérebro deve ter funções que facilitam o exercício da consciência mas que não a produzem.

Ao ter instituído como tema científico a acção da consciência como fenómeno não localizado e, por isso, omnipresente, Pim van Lommel põe em causa um dos paradigmas puramente materialistas da ciência…

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Dada a importância e crescente notoriedade das EQM’s na demonstração de que existe vida para além da morte, num contexto claramente coincidente com as teorias definidas pela codificação espírita, “espiritismo cultura” continua a abordagem do referido tema.

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É muito pouco viva e fracamente documentada a atenção dispensada ao tema das chamadas Experiências de Quase-Morte ou de Morte Iminente (EQM ou EMI) no contexto dos movimentos espíritas, facto que me parece distanciado do que é pressuposto na letra e no espírito da codificação de Allan Kardec, pela decisão de permanecer atenta aos progressos do conhecimento em geral e da ciência em particular.

De notar que a eclosão deste tipo de acontecimentos é devido a desenvolvimentos na área técnico-científica e sua análise largamente documentada já tem – pelo menos – quatro dezenas de anos.

Por outro lado o seu estudo e divulgação provém de um meio tradicionalmente avesso à aceitação mínima de factos relacionados com a vida espiritual, ou seja, completamente agnóstico: a classe médica em geral e, neste caso, dos países tecnologicamente mais desenvolvidos do mundo: Estados Unidos da América, Holanda, França, Alemanha, Canadá, etc.

Entre nós, à parte a profunda consciência que o mundo espírita possui – por outras vias – da vida depois da morte, a pouca informação relativa à causalidade deste tipo de fenómenos deve-se a um generalizado desconhecimento do tema, à pouquíssima cobertura dos meios de comunicação social − sob o império de determinações praticamente insondáveis − e, ainda, pela escassez das traduções de material esclarecedor do assunto.

O esclarecimento cada vez mais documentado de tais experiências será uma oportunidade insuperável para demonstrar teses há cento e cinquenta anos sustentadas pela terceira revelação, mau grado o cepticismo reinante no meio científico e a reserva de certas instituições culturais e de comunicação social.

Esta imagem simula uma acção de Ressuscitação Cardiopulmonar por meio de desfibrilador, cuja prática exige especialistas devidamente treinados.

O momento em que começou a grande eclosão de fenómenos propriamente ditos foi a partir de fins dos anos sessenta, devido à colocação em uso pelas emergências médicas de equipamentos anteriormente descobertos (desfribiladores, entre outros). Até essa altura era praticamente impossível fazer reverter processos de morte em caso de paragem cardíaca, paragem respiratória e cessação de actividade cerebral.

As provas de uma outra vida tornadas perfeitamente evidentes

Uma enorme quantidade de pessoas, vítimas de acidentes ou de outras situações limite, depois de uma comprovada morte clínica, com paragem cardíaca e paralização completa da actividade cerebral, têm sido reanimados em todo o mundo por processos agora crescentemente difundidos em acções de salvamento ou socorro de emergência hospitalar.

Do número total dessas pessoas, há cerca de 18% que se lembra da sua viagem ao outro lado da existência, com farta quantidade de recordações de grande nitidez de que resultam memórias inapagáveis e, mais do que isso: a ocorrência de efeitos transformadores do carácter e das concepções de vida!

É preciso que se diga de forma rigorosamente clara que essas experiências não passam de viagens de ida e volta ao mundo espiritual, ao outro lado da vida, em estado de lucidez muito mais acentuado daquele que nos permitem os nossos próprios sentidos, com registo detalhado de vivências extraordinárias que incluem, em resumo e em geral:

  • percepção de um ambiente acolhedor, onde reina a mais intensa sensação de segurança e de AMOR UNIVERSAL;
  • uma recepção fraterna, a maioria das vezes protagonizada por entes que nos são queridos que já partiram antes para a vida espiritual;
  • a experimentação de um fenómeno de revisão de todos os detalhes da nossa vida, com AUTO-JULGAMENTO sem constrangimentos nem pressões morais;
  • a presença de entidades que acompanham o espírito recém-chegado em clima de grande elevação moral e espiritual.

Este tipo de experiência, pela ordem natural das coisas, e devido ao facto de se registar entretanto o fenómeno da ressuscitação dos seus protagonistas e o regresso consequente à vida material, é interrompida a um dado momento com prévia abordagem dos mesmos, a quem é anunciado “não ter chegado ainda a sua hora”.

Muitos outros detalhes poderiam ser acrescentados e estão abundantemente documentados, havendo que considerar-se que existe um número percentualmente baixo, mas abundantemente significativo, de tais experiências que decorrem em ambientes negativos, de elevado sofrimento e grande desconforto moral.

O número de protagonistas de tais acontecimentos, com larguíssimo número de depoimentos  já publicamente registados em livros, revistas e documentários filmados atinge um número de casos tão expressivo que ascende à casa das dezenas de milhões, por todo o mundo, acontecendo nos Estados Unidos da América a impressionante frequência de 800 casos por dia.

Entretanto o fenómeno já vem sendo tratado, a nível internacional, desde 1975, por um leque muito alargado de especialistas de comprovada formação científica e de várias áreas do saber.

Os fenómenos experimentados só recentemente foram sendo mais abertamente revelados pelos seus protagonistas, inicialmente mal atendidos pelo cepticismo reinante no meio médico e até no seio das próprias famílias. Os sobreviventes retraíam-se muito, porque eram tratados – como as pessoas dotadas de mediunidade, note-se – como estando “mal da cabeça.”

“palavra luz” considera que as constatações factuais comprovadas por abundante número de cientistas e estudiosos a respeito desse tema representam uma autêntica prenda da comunidade científica para o avanço qualitativo da Humanidade na compreensão:

  • da vida depois da morte e da natureza do mundo espiritual através de uma imensidade de testemunhos insuspeitos, de pessoas de todas as latitudes, origens culturais e étnicas, registados em alturas e condições muito diferentes. Tais depoimentos entre si se confirmam porque satisfazem plenamente o quesito da comparação metódica e cruzamento de dados respectivos;
  • do entendimento do corpo e do cérebro do homem como simples utensílios transitórios e dos modos de funcionamento da consciência como entidade exterior ao corpo e muito mais complexa que o mesmo;

Essas razões, analisadas à luz da filosofia e da ciência espírita traduzem na generalidade o avanço da mesma no esclarecimento de questões centrais para o entendimento do mundo e da vida e, em particular, quanto:

  • à visão  da morte como passagem natural para um plano de existência extraordinariamente superior;
  • à configuração dessa mesma passagem com riqueza de detalhes esclarecedores da natureza moral e espiritual dos seres humanos;
  • à natureza do corpo como mero utensílio temporário que não é sede principal da vida;
  • à condição do cérebro como emissor-receptor de dados de que não é sede principal nem agente produtor.

Esta “prenda da comunidade científica” está a ser feita com muita coragem por pessoas que arriscaram afrontar o fundamentalismo céptico que rejeita todas as versões fora da abordagem estritamente materialista.

“espiritismo cultura” continuará a tratar o mais possível deste assunto e o seu autor procurará efectuar traduções adequadas do material abundante que existe disponível a respeito do mesmo.

Para as pessoas que tenham conhecimentos de língua francesa, recomendo o último documentário-vídeo que foi publicado e que se encontra acessível, do lado direito sob o título: “Revelações e testemunhos sobre a vida depois da morte. Esclarecimentos de investigadores e cientistas”.

Tradução de uma breve resenha das diligências científicas do Dr. Pim van Lommel acerca das EQM’s, publicada na sua página pessoal:

Consciência para além da vida, a ciência das Experiências de Quase-Morte

Para quem quiser ler o original, clicar aqui.

“Estudar aquilo que não é normal é o melhor caminho para entender aquilo que é normal”
William James

(NT: A palavra consciência possui, na língua portuguesa, diversos significados: faculdade da razão julgar os próprios actos; sinceridade; acção que causa remorso; probidade, honradez; opinião; cuidado; atenção; esmero.
Além destes sentidos pode ser usada, no domínio da medicina como: Estado do sistema nervoso central que permite pensar, observar e interagir com o mundo exterior.
É neste sentido que a palavra é aqui utilizada.)

O Dr. Pim van Lommel, prestigiado cardiologista, foi o primeiro médico a empreender um estudo completo e sistemático das experiências de morte iminente (EQM’s em português e NDE’s em inglês, de Near Death Experiences) .

Como cardiologista foi surpreendido pela quantidade de doentes seus que afirmavam ter vivido tais experiências como consequência dos seus ataques cardíacos.

Como cientista tal facto foi difícil de aceitar.
Contudo, não seria irresponsável da sua parte ignorar cientificamente a autenticidade de tais testemunhos?

Perante tal dilema, van Lommel decidiu conceber um plano de estudos para investigar o fenómeno no âmbito controlado de uma rede de hospitais dotados de pessoal médico devidamente treinado.

Durante mais de vinte anos van Lommel estudou sistematicamente o referido tipo de experiências de quase morte (EQM’s, como também são designadas) registado por determinado número de doentes hospitalares que sobreviveram a paragens cardíacas.

Em 2001, de parceria com uma equipa de investigadores, publicou um estudo a respeito de EQM’s na prestigiada revista médico-científica, “The Lancet”.
O artigo causou enorme impacto internacional por ter sido o primeiro estudo rigorosamente científico a respeito deste assunto.

Está agora disponível internacionalmente uma apresentação em livro de Pim Van Lommel que apresenta uma visão aprofundada das suas teorias a respeito desses estudos, o qual tem merecido a melhor atenção, com elevado número de exemplares vendidos.

Van Lommel escreve que, de acordo com os conhecimentos médicos actuais, não é possível à consciência actuar durante as paragens cardíacas, a partir do momento em que a circulação e a respiração tenham cessado.
Contudo, durante o período de perda de consciência devida a uma crise de paragem cardíaca provavelmente fatal, há doentes que relatam a ocorrência paradoxal de experiências vividas num elevado estado de percepção consciente numa dimensão fora dos nossos conceitos de espaço e de tempo, com efeitos cognitivos, emoções, sentimento de identidade própria, memórias a partir da mais remota infância e, por vezes, com percepção extra-sensorial fora e acima do seu corpo sem vida.

Em quatro estudos exploratórios com um total de 562 pessoas que sobreviveram a paragens cardíacas, 11 a 18 por cento dessas pessoas relataram uma dessas experiências de quase morte, e nesses estudos não foi demonstrado que factores fisiológicos, psicológicos, farmacológicos ou demográficos pudessem explicar a causa ou o conteúdo dessas experiências.

Desde a publicação desses estudos a respeito de EQM’s ou EMI’s (Experiências de Quase Morte ou de Morte Iminente) de sobreviventes a paragens cardíacas, com resultados e conclusões surpreendentemente similares, tais fenómenos não poderão continuar a ser cientificamente ignorados.

É uma experiência tão autêntica que não poderá ser atribuída à imaginação, medo da morte, alucinação, psicose, uso de drogas ou carência de oxigénio.

Além disso as pessoas que passaram por tais experiências evidenciam mudanças permanentes de carácter por efeito de EQM’s resultantes de paragens cardíacas que tiveram apenas a duração de escassos minutos.

Ainda de acordo com tais estudos o actual conceito materialista sustentado pelos especialistas médicos, filósofos e psicólogos das relações entre o cérebro e a consciência é demasiado limitado quanto a uma adequada compreensão deste fenómeno.

Há boas razões para supor que a nossa consciência nem sempre coincide com o funcionamento do cérebro: uma acentuada percepção consciente pode por vezes ser experimentada fora do próprio corpo.

Van Lommel chegou à inevitável conclusão de que é completamente provável que o cérebro deve ter funções que facilitam o exercício da consciência mas que não a produzem.

Ao ter instituído como tema científico a acção da consciência como fenómeno não localizado e, por isso, omnipresente, Pim van Lommel põe em causa um dos paradigmas puramente materialistas da ciência.

Pim van Lommel

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NOTA:

a obra Dr. Pim van Lommel é aqui citada apenas na sua faceta de cardiologista e investigador, não lhe sendo conhecida pelo autor deste blogue qualquer opção na área a que pertence o espiritismo ou qualquer outra de carácter religioso ou filosófico.

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No site pessoal em língua inglesa do Dr. Pim Van Lommel há uma grande quantidade de dados e intervenções do mesmo. Este é o sector ali presente de elementos de intervenção mediática: http://www.pimvanlommel.nl/media_eng

Entre o material ali presente, a seguinte entrevista:

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