Razões válidas para ler o livro do Juiz Patterson-Hatch / Comentário 01

 

Cartas de um Espírito Vivo e Lúcido
depois da sua morte física / comentário 01

Elsa Barker foi a médium que emprestou a mão a David Patterson-Hatch para escrever as suas cartas com um resumo prático e vivido no MUNDO ESPIRITUAL, logo a seguir à sua morte física em 1912, com muitíssimas informações interessantes e valiosas, a respeito dessa sua magnífica experiência.

Elsa Barker (1869–1954)

Lá para o fim da sua Introdução da obra, diz-nos Elsa Barker:


“…O efeito que estas Cartas produziram em mim, foi o de me libertarem completamente do medo da morte, que teria tido desde sempre, fortificando a minha crença na imortalidade e fazendo da vida de além-túmulo uma viabilidade tão real e vital como a que vivemos aqui à luz do Sol.


Se estas Cartas conseguirem produzir numa única pessoa o mesmo sentido exultante da imortalidade que tiveram em mim, já me sentirei inteiramente compensada pelo meu trabalho.


Para aqueles que quiserem censurar-me, apenas posso dizer que sempre tentei dar o meu melhor ao mundo e que estas Cartas talvez sejam uma das melhores coisas que tenho para lhe dar…”

Numa das suas primeiras cartas diz-nos o verdadeiro autor:

Carta 5 – a promessa de coisas nunca ditas


Depois de certo tempo irei partilhar consigo certos conhecimentos que adquiri desde que saí daí. Vejo agora o passado como por uma janela aberta. Vejo a estrada que percorri, e posso traçar um mapa do caminho que quero seguir a partir de agora.

Tudo parece fácil agora. Poderia fazer o dobro do trabalho que faço – sinto-me forte. Até agora não me fixei em lado nenhum, ando por aqui e por ali, ao sabor da fantasia. É assim que eu gostaria de ter feito enquanto vivo no corpo, e nunca tive essa possibilidade.


Nunca tema a morte, mas fique na Terra o máximo tempo que possa. Não levando em conta as companhias que tenho aqui, lamento não ter aproveitado o mundo ao máximo. Os lamentos aqui, contudo, valem muito menos que aí – como os corpos.

Tudo está bem comigo.

Vou contar-lhe coisas que nunca foram contadas!



Este foi um primeiro comentário publicado aqui, para motivar os nossos visitantes para a utilíssima descarga e leitura da obra traduzida. Os comentários, com uma síntese prática do conteúdo do livro, não vão ficar por aqui…

O leitor/tradutor que muito aprendeu com a tarefa

José da Costa Brites
Lousã, Portugal

 

A Serra da Lousã, que eu vejo todos os dias…  (clicar…sff)

Cartas de um vivo depois de morto, de Elsa Barker, apresentação e tradução

 

Cartas de um vivo depois de morto

Algumas pessoas exactamente como nós têm o dom da  audição e da escrita automática, entre outros, a que se chama “mediunidade”.
São detentoras de uma sensibilidade especial, até sem o saberem em muitos casos, podendo ouvir as vozes dos seres já ausentes no mundo espiritual, por ter falecido o seu corpo, mantendo-se viva a sua consciência moral e intelectual, como nos acontecerá a todos.
É um facto que se pode comprovar experimentalmente com toda a clareza e permite-nos saber exactamente o que irá suceder-nos depois da relativamente breve viagem da vida terrena. 

A autora desta obra, Elsa Barker tinha essa capacidade e, num serão de 1912, vivendo em Paris, sentiu-se inspirada para escrever uma mensagem de alguém que de início se identificou apenas como “Senhor X”. Depois de ter revelado isso a um amigo bastante próximo, foi-lhe retorquida a pergunta se não sabia quem era o tal “Senhor X”, amigo seu, o Juiz David Patterson-Hatch. Assim começou a série de cartas enviadas “do lado de lá”, com a narrativa das aventuras do Juiz Hatch após a sua vida. Essas cartas foram publicadas numa obra com o título “Lettres from a Living Dead Man” (tradução à letra: “cartas de um vivo morto”), em 1914.

Desconhecido da Senhora Barker, ao tempo da primeira mensagem, o Juiz  tinha falecido recentemente, a muito mais do que 9.000 quilómetros, na Califórnia. Isso foi confirmado por uma carta recebida dias depois:

“Nas primeiras cartas não disse quem era o autor, por não estar ainda autorizada pela sua família. No Verão de 1914, estando eu a viver na Europa, uma longa entrevista com o Senhor Bruce Hatch publicada no New York Sunday World, exprimiu a convicção de que as “Cartas” eram comunicações autênticas de seu pai, o falecido Juiz David P. Hatch, de Los Angeles, na Califórnia.

Depois disso Elsa sentiu-se livre para revelar o seu verdadeiro nome, quando fosse oportuno.

Quem era Elsa Barker?

Elsa Barker, poetisa, novelista e escritora, nasceu em 1869 em Vermont, estado da Nova Inglaterra. O pai era pessoa interessado pelo oculto, e ela partilhava esse interesse. Tornou-se membro da Sociedade Teosófica e também se iniciou na Ordem Rosacruz. Foi professora durante um breve período, tendo passado a dedicar-se a escrever para jornais e revistas. Em determinada altura conheceu o Juiz Hatch, tendo-se tornado amigos. Por ironia do destino, nunca se tornou muito conhecida pelos livros de sua própria autoria.

“Letters from a Living Dead Man” é um conjunto de comunicações inspiradas e otimistas, feitas depois da morte que, depois de 1914 alcançaram alargada popularidade. Foram consagradas como ajuda importante para dissipar o medo da morte. O livro descreve a vida depois da morte com numerosos detalhes, incluindo as consequências do suicídio, a forma como os entes queridos se encontram e o relacionamento com os seres altamente evoluídos.

O juiz David Patterson-Hatch

David Patterson-Hatch nasceu em 1846 no Estado do Maine, numa família de agricultores. Licenciou-se em Direito na Michigan Law School, em Ann Arbor, em 1872. Em 1875 mudou-se para Santa Barbara, na Califórnia onde desenvolveu uma carreira respeitável. Em 1880 foi eleito Juiz do Supremo Tribunal.

O Juiz Hatch não era um homem vulgar. Sempre se interessou pela metafísica e pelas religiões orientais. Passava muito tempo em contacto com a natureza, meditando na floresta. Escreveu e publicou trabalhos de carácter filosófico e outros a respeito do oculto. Quando faleceu em 1912 o “Los Angeles Times” designou-o como “um homem notável” que era “extremamente versado em profundas filosofias da vida” e que obtivera “profundo conhecimento das leis universais que, embora naturais para si mesmo, tinham dimensão mística para aqueles que não tinham acompanhado o seu notável avanço mental”.

As “Cartas de um Vivo depois de Morto” foi começado a escrever em 1912 e publicado em 1914, imediatamente antes da primeira Guerra Mundial.

Depois da publicação do livro, o espírito de David fez uma viagem pelos reinos celestes, estando a preparar-se para escrever a esse respeito. O início da guerra, contudo fizeram com que mudasse de ideias, por julgar que era mais importante escrever a respeito dos efeitos que a guerra tinha sobre a realidade do mundo espiritual e das suas ligações com o mundo material.

O Espírito de David Patterson-Hatch escreveu mais dois livros, um publicado em 1915  “Cartas da Guerra de um Vivo depois de Morto” e em 1919 “Últimas cartas de um Vivo depois de Morto”.
Elsa Barker faleceu em 1954.

Os livros referidos estão amplamente divulgados na Internet,  livres de direitos de autor, pelo menos para fins de divulgação cultural, não comercial. Têm sido lidos por uma imensa quantidade de interessados.

“Cartas de um vivo depois de morto” em português, prefácio do tradutor

Para ler as CARTAS DE UM VIVO DEPOIS DE MORTO:

– Manter uma atitude de curiosidade liberta;
– Respeitar a intenção generosa e desapaixonada do autor;
– Não formalizar nem tornar definitivas as informações transmitidas;
– Não sustentar visões preconcebidas procurando “comprovar coisas”;
E principalmente:
– Aceitar a subjectividade do que é dito, atendendo que não se trata de um telefonema daqui perto…

Tendo encontrado este livro, originalmente escrito em língua inglesa, li-o numa versão americana de 1914 que me interessou imenso.
Tendo uma vaga ideia de como funciona o meio espírita, concluí imediatamente que iria permitir a algumas pessoas chegar a conclusões erróneas, quer quanto ao conteúdo das informações nele contidas, quer para justificar e “comprovar” certas teorias relativas a conveniências doutrinárias.
Trago aqui este trabalho sem intenções ocultas, para poderem alargar ideias sobre a “naturalidade” otimista e luminosa do futuro extraordinário que nos está reservado, em contexto de abertura de espírito.

Uma leitura deste como de outros livros, tem que ser aberta e lúcida. Só assim respeita o melhor que nos quer dar o autor, da forma mais proveitosa para nós próprios

José da Costa Brites
Lousã/Portugal – Julho de 2019
https://palavraluz.com/

 

Para ter acesso ao PDF com a tradução em português da obra acima apresentada,
é favor clicar no link abaixo:

Cartas de um Vivo depois de Morto

 

O Espiritismo na sua expressão mais simples, de Allan Kardec

.

Exposição sumária do ensino dos Espíritos e da natureza das suas manifestações

Allan Kardec

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sem caridade não há salvação;
Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei;
Fé inquebrantável, só aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade.

Tradução a partir de um texto original francês ao gosto pessoal de leitura do autor deste blogue e conforme a língua portuguesa de Portugal

“O Espiritismo na sua Expressão mais simples”

 Este é um começo ideal no estudo dos textos base mais importantes e legítimos do espiritismo.
O livrinho que Allan Kardec escreveu em 1862, ainda não estava completa a série de obras da codificação, poderá constituir – conforme aqui se procura demonstrar – um precioso auxiliar na divulgação rápida do Espiritismo.
Chamou-se em francês “Le Spiritisme à sa plus Simple Expression”.
Por ser um texto muito rico, recheado de ideias fundamentais e momentos fortes, tomei a iniciativa de criar um encadeado de sub-títulos que servirão para individualizar esses momentos, criando um ritmo de leitura propício à reflexão.
Com a boa-vontade com que foram colocados, tenho a ideia que o professor Hipólito Leão não iria zangar-se…
José da Costa Brites

RESUMO HISTÓRICO DO ESPIRITISMO

O início das comunicações organizadas com os espíritos

Por volta de 1848, começou a prestar-se atenção nos Estados Unidos da América a certos fenómenos estranhos, ruídos, pancadas e movimento de objetos sem causa conhecida.
Esses fenómenos sucediam com frequência de modo espontâneo, com uma intensidade e uma persistência singulares; notou-se também que se produziam especialmente sob influência de certas pessoas designadas como “médiuns”, que podiam provocá-los à sua vontade, ou seja, podiam repetir as experiências.
Foram usadas para isso mesas; não por serem objetos mais práticos do que outros, mas unicamente porque é o móvel mais cómodo para alguém se sentar à sua volta.
Obteve-se, dessa maneira, a rotação das mesas, depois movimentos em todos os sentidos, sobressaltos, quedas, levantamentos, pancadas com violência, etc.

Foi o fenómeno designado a princípio, como das “mesas girantes” ou “dança das mesas”

Até aí o fenómeno podia perfeitamente explicar-se por razões electro-magnéticas, ou por ação energética desconhecida, e essa foi mesmo a opinião que se formou.
Não tardou porém a reconhecer-se nesses fenómenos a categoria de efeitos inteligentes.
Isso porque o movimento obedecia ao que era solicitado; a mesa movia-se para a direita ou para a esquerda em direção à pessoa designada e, uma das pernas da mesa levantava-se podendo dar o número certo de pancadas no chão, a compasso, etc., tudo conforme fosse pedido.

As mesas falavam porque eram controladas por seres inteligentes

Desde então tornou-se evidente que a causa não era puramente física e, de acordo o axioma de que:  “Se todo o efeito tem uma causa, todo o efeito inteligente deve ter uma causa inteligente”.
A conclusão que se tirou foi de que o fenómeno deveria ser provocado por uma vontade inteligente.
Qual era a natureza dessa inteligência?
O primeiro pensamento foi que isso poderia ser um reflexo da inteligência do médium ou dos assistentes, mas a experiência logo demonstrou ser impossível; os resultados obtidos eram completamente alheios ao pensamento e aos conhecimentos das pessoas presentes, e mesmo contrários às suas ideias, à sua vontade e ao seu desejo.

A origem da ação inteligente só podia pertencer a um ser invisível.

O meio para averiguar isso era muito simples: Era necessário entrar em conversação com o ser que provocava os efeitos observados, o que se fez por meio de pancadas da perna da mesa.
De acordo com o número combinado, as pancadas significariam um SIM ou um NÃO a certas perguntas, ou ajudariam a designar certas letras do alfabeto para com elas formar palavras. Inventou-se assim uma forma de fazer perguntas e de obter respostas do ser que provocava os fenómenos.

Os seres inteligentes eram os espíritos e a sua mensagem era coerente

A partir desse momento as mesas deixaram de ser “dançantes” ou “girantes” e passaram a chamar-se MESAS FALANTES porque comunicavam deliberadamente mensagens.
Os seres que comunicavam tais mensagens, interrogados sobre a sua natureza, declararam ser Espíritos e pertencerem a um mundo invisível.
Tendo-se repetido os mesmos efeitos em grande número de localidades, por intermédio de pessoas diferentes e testemunhados por pessoas sérias e esclarecidas, tornou-se impossível aceitar que todos fossem vítimas de ilusão.

Dos Estados Unidos para vários países na Europa

Da América o fenómeno passou para a França e para o resto da Europa onde, durante alguns anos, as mesas girantes e falantes estiveram em moda nos salões onde se buscava entretenimento. Deixando de ser novidade, foram postas de lado em benefício de novas distrações.
O fenómeno não tardou a assumir um novo aspeto, deixando de ser uma mera curiosidade. Dado que a brevidade deste resumo não nos permite descrever todas as fases desse processo, passamos a descrever quais os aspetos que passaram a atrair, sobretudo, a atenção dos mais sérios interessados.
Digamos à partida e de passagem que a realidade do fenómeno encontrou numerosos contraditores; Alguns, sem levarem em conta o desprendimento material e a honradez dos experimentadores, apenas viram neles malabarismo hábil e passes de ilusionismo.
Aqueles que nada admitem para além da matéria, que só acreditam no mundo visível, que pensam que tudo morre com o corpo, os materialistas, numa palavra: aqueles que, por se sentirem “espíritos fortes”, imunes a patranhas, rejeitam a existência dos espíritos invisíveis que arrumam na classe de fábulas absurdas; classificaram de loucos aqueles que levavam essas experiências a sério e tentaram acabrunhá-los com sarcasmos e troça.
Outros, não podendo negar os fatos, e sob o império de uma certa ordem de ideias, atribuíram esses fenómenos à influência exclusiva do diabo e procuraram, por esse meio, atemorizar os tímidos.
Atualmente o medo do diabo perdeu o estatuto que possuía; tanto dele se falou, foi pintado de tão variadas formas que se trivializou, tendo muita gente ficado com a ideia que talvez não fosse pior ideia acabar por conhecê-lo para ver como de facto é.
O resultado disso é que, à parte um pequeno grupo de mulheres receosas, o anúncio de chegada do verdadeiro diabo não deixava de causar sensação junto dos que apenas o tinham visto pintado na tela ou às piruetas no palco.
Tornou-se por isso um atrativo que pregou uma partida aos que quiseram servir-se dele para colocar uma barreira frente a novas ideias, tendo acabado de desempenhar – contra vontade – o papel de eficazes denunciadores dos disparates de que foram inventores.
Os outros críticos não tiveram maior sucesso, porque perante os fatos concretos e os raciocínios categóricos, só puderam opor desmentidos.
Lede o que publicaram e por toda parte encontrareis a prova da ignorância e da falta de observação séria dos fatos, jamais tendo conseguido demonstrar a sua impossibilidade.
Tudo o que afirmaram se resumia a dizer que “não acredito, por isso, nada existe”; “todos os que acreditam são parvos”; “só nós é que temos o privilégio da razão e do bom-senso”.
O número dos adeptos produzidos pela crítica séria ou brincalhona é incalculável, porque por todo o lado só se encontram opiniões pessoais vazias de provas de impossibilidade. Prossigamos, pois, com a nossa apresentação.

A evolução das técnicas de comunicação com os espíritos

As comunicações por pancadas eram lentas e incompletas; Verificou-se que adaptando-se um lápis a um objeto móvel: cesta, prancheta ou outro qualquer que se segurasse com os dedos, esse objeto punha-se em movimento e desenhava letras.
Mais tarde concluiu-se também que tais utensílios eram dispensáveis, demonstrando a prática que o o espírito podia atuar diretamente por intermédio dos membros do médium, que escrevia a mensagem pela sua própria mão. Isso deu origem aos médiuns de escrita, isto é, pessoas que escrevem involuntariamente sob a influência dos espíritos de quem se tornam instrumentos ou intérpretes.

Finalmente: falar em direto com os espíritos

A partir daí as comunicações tornaram-se mais fáceis e a troca de pensamentos pôde começar a fazer-se como entre pessoas vivas, com rapidez e fluência. Foi um vasto campo que se abriu à exploração e descoberta de um mundo novo: o mundo dos invisíveis, da mesma forma que o microscópio tinha revelado o mundo das coisas ínfimas.
O que são esses espíritos? que papel desempenham no universo? Com que propósito comunicam com os mortais? Eram essas as primeiras perguntas que era necessário esclarecer. Em breve se soube, por eles mesmo, que não eram seres à parte na criação, mas sim as próprias almas dos que tinham vivido sobre a terra ou noutros mundos; almas que, libertas do seu veículo, ou envoltório corporal , povoavam e percorriam ainda o espaço.

Os espíritos dão provas porque são pessoas conhecidas ou de família

Deixou de poder duvidar-se da proximidade dos espíritos quando, dentre as várias entidades contactadas, foi possível reconhecer amigos e familiares; Quando estes mesmo vieram dar provas de existirem, demonstrando:

− que neles apenas haviam falecido os corpos;
− que os espíritos continuavam vivos, que estavam ali junto de nós, observando-nos e vendo-nos como quando viviam ainda materialmente, rodeando de atenções os seus entes queridos cuja recordação continuava a ser para eles a mais doce satisfação.

A constituição científica de todos os seres humanos como nós

Tem-se geralmente dos espíritos uma ideia completamente falsa. Não são, como é vulgar imaginá-los, seres abstratos, vagos e indefinidos, nada que se pareça com uma mancha luminosa ou uma centelha. Pelo contrário são seres bem reais, individualizados e com formas definidas. Pode-se ter uma ideia aproximada a seu respeito da seguinte maneira:

As pessoas enquanto materialmente vivas são constituídas por três elementos essenciais:

1º − a alma ou espírito, princípio inteligente no qual reside o pensamento, a vontade e o sentido moral;
2º − O corpo, parcela, ou invólucro material, pesado e comparativamente mais denso, que serve para que o espírito se relacione dom o mundo exterior;
3º − o perispírito, parcela ou sistema energético, muito leve, que serve de elemento de ligação e intermediário entre o espírito e o corpo.

A morte não existe

Quando a parcela ou invólucro material, o corpo, se gasta e deixa de funcionar, o espírito desembaraça-se dele como fruto da casca ou como quem despe um fato já usado.
A morte é só a destruição desse elemento mais denso se comparado com o espírito e que lhe serve de veículo durante a vida terrena.
Durante toda essa vida o espírito está constrangido às limitações da matéria à qual é transitoriamente associado e que condiciona parte significativa das suas faculdades.
A morte do corpo liberta-o desse constrangimento, do qual se vê livre recuperando a liberdade natural que lhe é própria, tal borboleta que se desprende da crisálida.
Mas só se liberta do corpo material, mantendo a seu serviço e levando consigo para o mundo espiritual o já falado perispírito, que passa a ser o seu corpo etéreo e vaporoso, cuja imponderabilidade conserva o aspeto humano, sua forma-tipo.

As propriedades do perispírito

No seu estado normal o perispírito é invisível para nós, podendo o espírito imprimir-lhe modificações que o tornam momentaneamente acessível à vista e ao tato, como se passa com o vapor condensado. É sob essa forma que pode revelar-se-nos em aparições.
Com a ajuda do perispírito, o espírito pode atuar sobre a matéria, produzindo ruídos, movimentando objetos e provocando atos de escrita.

As manifestações dos espíritos

Certos ruídos e movimentação de objetos são meios de que os espíritos se servem para dar provas da sua presença e chamarem a atenção, da mesma forma que fazemos para revelar a nossa presença. Em certos casos não se limitam a ruídos moderados, indo ao ponto de simular grande barulheira de louça partindo-se, portas abrindo e fechando-se, ou móveis que caiem ao chão.
Pelas pancadas e movimentos combinados puderam começar a revelar os seus pensamentos, oferecendo-lhes a escrita um processo mais rápido e cómodo. Foi esse o que preferiram. Do mesmo modo que puderam traçar letras passaram a guiar as mãos executando desenhos, compondo música, e tangendo instrumentos musicais. Numa palavra, não dispondo já de corpo ativo, serviram-se do corpo dos médiuns para se manifestar aos homens de forma percetível.
Há ainda outras formas pelas quais se podem manifestar os espíritos, entre outras pela vista e pela audição. Certas pessoas, chamados médiuns auditivos têm a faculdade de ouvir, e podem por isso conversar com eles.

Os médiuns videntes

Outras pessoas podem ver os espíritos, são os médiuns videntes. Os espíritos que se manifestam dessa forma apresentam-se geralmente de forma análoga àquela que tinham em vida, embora vaporosa.
Certas vezes, porém, esse aspeto reproduz exatamente um ser vivo, ao ponto de provocar a ilusão completa das pessoas em carne e osso com as quais foi possível conversar e apertar a mão, sem reparar que se tratava de espíritos, senão no momento da sua desaparição súbita.
A visão permanente e geral dos espíritos é raríssima, mas as aparições individuais frequentes, sobretudo no momento da morte.  Os espíritos que se libertam da vida material parece terem urgência de ver os seus familiares e amigos, como para avisá-los de que deixaram a terra e que continuam vivos.
(NT.: ter em atenção o fenómeno das “visões no leito de morte” estudado e recenseado por especialistas de diversas áreas, mesmo sem ser espíritas).
Se as pessoas em geral fizerem um inventário de recordações ver-se-á ao certo qual o número de factos deste género a que não se deu atenção e que sucederam não apenas de noite, durante o sono, mas em pleno dia no estado mais completo de vigília. Outrora entendiam-se tais fenómenos como sobrenaturais e maravilhosos, e atribuíam-se à magia ou à feitiçaria. Os incrédulos levam-nos à conta de imaginários, mas, desde a altura que a ciência espírita esclareceu as suas causas, sabemos como se produzem e que são acontecimentos da ordem dos fenómenos naturais.

Os espíritos nem são todos bons nem são todos sábios

Acreditou-se além disso que os espíritos, pela simples razão de o serem, dominariam toda a ciência e toda a sabedoria. É um erro que a experiência não tardou a revelar. Dentre as comunicações dos espíritos há as que têm uma sublime profundidade, eloquência, sabedoria, moral e que só respiram bondade e benevolência. Paralelamente há as que mostram vulgaridade, ligeireza, trivialidade e mesmo grosseria, revelando que o espírito comunicante revela instintos os mais perversos. É evidente que esta diversidade de comunicações não deriva das mesmas fontes e que tanto existem espíritos bons como espíritos maus.
Os espíritos, que não passam de almas humanas, não podem tornar-se perfeitos no momento em que deixam o corpo físico. Até que se não dê a sua evolução, conservam todas as imperfeições da vida corporal. É por esse motivo que existem espíritos de todos os graus de bondade e de maldade, de sabedoria e de ignorância.

Quem fundou o espiritismo foram os espíritos, que são almas dos homens

Os espíritos comunicam com as pessoas deste mundo com prazer, sendo para eles uma satisfação ver que não foram esquecidos. Descrevem com boa vontade as suas impressões a respeito da partida para o mundo espiritual e da sua nova situação, a natureza das suas alegrias e dos seus sofrimentos no mundo em que se encontram,
Uns são muito felizes, outros infelizes, alguns passam mesmo por tormentos horríveis, segundo a maneira como viveram e de acordo com o bom ou mau emprego, útil ou inútil, que fizeram da sua vida. Observando-os em todas as fases da sua nova existência, de acordo com as posições que ocuparam na terra, o género de morte pelo que passaram, os seus caracteres e hábitos enquanto homens chega-se a um conhecimento, senão completo, pelo menos bastante exato do mundo espiritual, o que nos permite avaliar as nossas futuras condições e pressentir que sorte nos espera, feliz ou infeliz.
As instruções dadas por espíritos de ordem elevada a respeito dos assuntos que interessam à humanidade, as respostas que deram às perguntas que lhe foram apresentadas, tendo sido recolhidas e coordenadas com cuidado, constituem toda a ciência, toda a doutrina moral e filosófica que tem o nome de Espiritismo.

O Espiritismo É, POIS, a doutrina fundada sobre a existência, as manifestações e o ensinamento dos espíritos.

Essa doutrina encontra-se exposta de maneira completa em:

− “O Livro dos Espíritos” nos seus aspetos filosóficos;
− “O Livro dos Médiuns” nos aspetos da sua prática experimental;
− “O Evangelho segundo o Espiritismo” nos seus aspetos morais;

(Nota do tradutor: ao tempo da publicação desta pequena obra – em 1862 – não estavam ainda publicados os restantes livros da codificação espírita, a saber: “O Céu e o Inferno” e “A Génese”.)
Podemos ajuizar, pela análise que fornecemos conjuntamente dessas obras da variedade, da extensão e da importância das matérias que a doutrina referida abarca.
Tal como foi dito acima o Espiritismo teve o seu início no fenómeno vulgar das mesas girantes, que falava mais aos olhos que à inteligência e estimulava mais a curiosidade que o sentimento.
Uma vez esgotada a novidade, no caso de nada se ter compreendido, o interesse morria.
Esse panorama mudou por completo quando foram tiradas as devidas conclusões a respeito dos factos e se atingiram as causas respetivas.
Sobretudo quando se concluiu que essas “mesas girantes”, que tinham servido serões de divertimento, tinham a capacidade de produzir uma doutrina moral dirigida às almas;
− dissipando a dúvida angustiante da origem e do futuro das nossas vidas;
− e preenchendo o enorme vazio provocado pela falta de esclarecimento sobre o destino da humanidade;
as pessoas sérias receberam de braços abertos o benefício dessa nova doutrina que, desde logo, longe de declinar, se viu progredir na sociedade com incrível rapidez.

(…)

O Espiritismo, contudo, não é uma descoberta moderna. Os factos e os princípios sobre os quais se apoia perdem-se na noite dos tempos, encontrando-se os seus vestígios nas crenças de todos os povos, em todas as religiões e na maior parte dos escritores dos textos sagrados e profanos. Somente os factos, incompletamente observados foram frequentemente interpretados de acordo com as superstições da ignorância, e deles não se tinham retirado as respetivas conclusões.
Com efeito o Espiritismo fundou-se na existência dos espíritos, que eram exatamente as almas dos homens.
Desde que há homens, há espíritos; o Espiritismo nem os descobriu nem os inventou.
Se as almas, ou espíritos podem manifestar-se aos vivos é porque isso está na própria natureza e é por isso que tais manifestações se verificaram desde sempre.
Por esse facto, são de todos os tempos e de todos os lugares as provas de tais manifestações, especialmente abundantes sobretudo nos textos bíblicos.

O Espiritismo: a verdade comprovada pelos fatos

O que é moderno é a explicação lógica dos factos, o conhecimento mais completo da natureza dos espíritos, do seu papel e das suas formas de agir, da revelação do nosso estado futuro, enfim, da constituição de um corpo científico e doutrinário e suas aplicações.
Os antigos conheciam os princípios e os modernos conhecem os detalhes.
Na antiguidade o estudo destes fenómenos era privilégio de certas castas que só os revelavam aos iniciados em tais mistérios. Na Idade Média aqueles que se dedicavam ostensivamente a tais estudos eram olhados como feiticeiros e eram queimados nas fogueiras.
Hoje não há mistérios para ninguém, já não se mandam pessoas para as fogueiras. Tudo se passa às claras e todos têm o direito de aprender e de fazer experiências, porque os médiuns abundam.
A própria doutrina que é hoje ensinada pelos espíritos nada tem de novo. Encontra-se fragmentada pela maior parte dos filósofos da Índia, do Egito e da Grécia, e por inteiro nos ensinamentos do Cristo.

Os efeitos do Espiritismo

A que vem agora o Espiritismo?
Vem confirmar novos testemunhos, demonstrados pelos factos verdades desconhecidas ou mal compreendidas e colocar no seu devido lugar ideias que têm sido mal interpretadas.
O Espiritismo não ensina nada de novo, é certo. Mas é muito importante provar de modo claro e inegável a existência da alma, a sobrevivência e a conservação da individualidade depois da morte, a imortalidade, as penas e recompensas futuras!…
Imensa gente acredita nessas coisas, mas com uma vaga reserva de incertidão, dizendo de si para consigo: “Se calhar, as coisas não são bem assim!” Muitos terão sido levados à incredulidade por lhes ter sido apresentado o futuro de maneira que não podiam conceber racionalmente.
Para o crente duvidoso é fundamental poder dizer para si próprio de uma vez por todas: “Agora, tenho a certeza!” Tanto como para o cego é fundamental poder ver claramente de novo.

Pelos factos e pela sua lógica o Espiritismo vem

− dissipar a ansiedade da dúvida e trazer à fé aqueles que dela se tinham afastado;
− revelando-nos a existência do mundo invisível que nos rodeia, e no meio do qual vivemos sem disso fazer a mínima ideia, dá-nos a conhecer, pelo exemplo daqueles que deixaram de viver, as condições que nos cabem da felicidade ou da infelicidade que nos espera.
− Explica-nos a causa dos nossos sofrimentos na vida terrena e os meios que de que dispomos para aliviá-los.

A propagação do Espiritismo terá como consequência inevitável a destruição das doutrinas materialistas que não podem resistir à evidência dos fatos.
O homem, convencido da grandeza e da importância da sua existência futura, que é eterna, compara-a à incertidão da vida terrestre, que é tão curta, e eleva-se pelo pensamento acima das questiúnculas humanas.
Conhecendo a causa e o propósito das suas misérias, suporta-as com paciência e resignação, porque sabe que são um meio para alcançar um estado de melhor evolução.
O exemplo daqueles que vêm de além-túmulo descrever o seu júbilo e as suas dores, como provas da vida futura, prova de igual modo que nenhum vício fica impune e nenhuma virtude fica sem recompensa.
Acrescentemos enfim que as comunicações com os entes queridos que nos deixaram são causa da doce consolação de que eles existem, e que mais próximos deles nos encontramos que se – estando vivos – tivessem ido morar para qualquer país estrangeiro.

Em resumo o Espiritismo abranda a a amargura dos desgostos da vida,

− acalma os desesperos e as agitações da alma,
− dissipa as incertezas e os receios do futuro,
− desencoraja o intuito de encurtar a vida pelo suicídio; por isso mesmo torna felizes aqueles que à vida e ao futuro se entregam; e é esse o grande segredo da sua rápida propagação.

Sob o ponto de vista religioso o Espiritismo tem por base as verdades fundamentais de todas as religiões : Deus, a alma, a imortalidade, as penas e recompensas futuras, mas é independente de qualquer espécie de culto.
A sua finalidade é a de provar àqueles que negam ou que duvidam que a alma existe, não só que ela existe como sobrevive ao corpo; que, após a morte, sofre as consequências do bem e do mal que tenha feito durante a vida corporal. Isso, é de todas as religiões.
O Espiritismo, como crença nos espíritos é igualmente de todas as religiões e de todos os povos, porque onde há homens há almas e espíritos e de todos os tempos são as manifestações cujos relatos em todas se podem encontrar sem exceção.
Pode ser-se católico, grego ou romano, protestante judeu ou muçulmano, e acreditar-se nas manifestações dos espíritos e, por conseguinte, ser-se espírita; a prova é que o Espiritismo tem aderentes de todas essas correntes religiosas.
Como moral é essencialmente Cristão, porque a moral que ensina é justamente o desenvolvimento e a aplicação da moral de Jesus, a mais pura de todas e cuja superioridade não é contestada por ninguém, o que faz dela a lei de Deus. A moral está ao serviço de todos os homens.

O Espiritismo não é uma religião

O Espiritismo, sendo independente das formas de culto, não prescreve nenhum; não se ocupando de dogmas, não é religião, dado que nem tem padres nem templos. Aos que lhe perguntam se fazem bem em seguir esta ou aquela prática, responde: “Se acreditais que a vossa consciência nisso vos empenha, fazei-o”: Deus leva sempre em conta as intenções.
Numa palavra, o Espiritismo não se impõe a ninguém nem se dirige aos que têm fé, e aos que com a fé se satisfazem, mas à categoria numerosa dos inseguros e dos incrédulos; não os tira da Igreja da qual se separaram moralmente no todo ou em parte; obriga-os a fazer três quartas partes do caminho para nela entrar – cabendo-lhe a ela fazer a parte restante da tarefa.
É certo que o Espiritismo combate algumas ideias como a das penas eternas, a do fogo do inferno e da figura do diabo, etc. Algumas destas crenças impostas como indiscutíveis produziram incrédulos ao longo dos séculos, tal como ainda hoje o fazem.
O Espiritismo, dando destes dogmas e de alguns outros uma explicação racional, devolve desse modo a fé aos que a haviam abandonado, prestando à religião um serviço de valor. A esse respeito afirmava um venerando membro do clero: “O Espiritismo faz com que se acredite em algo. E é melhor isso do que não acreditar em nada”.
Sendo os espíritos propriamente almas, não podemos negar uns sem negar as outras.
Admitindo-se a existência das almas e dos espíritos na sua expressão mais simples, a questão que se coloca é esta: as almas daqueles que já morreram podem comunicar com os que ainda estão vivos na carne?
O Espiritismo dá a essa pergunta uma resposta afirmativa baseado em factos materiais. Que provas podem dar-se de que tal não é possível?
Se tais comunicação são um facto, nem todas as negações do mundo podem pô-las em dúvida. Essas comunicaçóes não são um sistema ou uma teoria. São uma lei da natureza, contra a qual a vontade do homem nada pode. De boa ou de má vontade é preciso aceitar as suas consequências, acomodando a ela crenças e hábitos.

RESUMO DO ENSINAMENTO DOS ESPÍRITOS

Deus

  1. Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.
    Deus é eterno, único, imaterial, imutável, todo-poderoso, soberanamente justo e bom. Deve ser infinito em todas as suas perfeições, porque supondo-se um único de seus atributos imperfeito, já não seria Deus.
  2. Deus criou a matéria que constitui os mundos; criou também seres inteligentes, que chamamos Espíritos, encarregados de administrarem os mundos materiais segundo as leis imutáveis da criação, os quais podem ser aperfeiçoados na sua própria natureza, aproximando-se por isso da divindade.

 

O espírito

  1. O espírito propriamente dito é o princípio inteligente. A sua natureza íntima é-nos desconhecida; para nós é imaterial porque não tem nenhuma analogia com o que chamamos matéria.
  2. Os Espíritos são seres individuais; têm um envoltório etéreo, imponderável, chamado perispírito, complexíssimo sistema energéticoflui com configuração semelhante à da forma humana. Povoam os espaços, que percorrem com a rapidez do relâmpago e constituem o mundo invisível.
  3. A origem e o modo de criação dos Espíritos são desconhecidos; sabemos apenas que foram criados simples e ignorantes, quer dizer, sem ciência e sem conhecimento do bem e do mal mas com igual aptidão para tudo porque Deus, em sua justiça, não poderia isentar uns do trabalho que tivesse imposto a outros para chegarem à perfeição. Ao princípio estão numa espécie de infância, sem vontade própria e sem consciência perfeita de sua existência.
  4. Tendo-se desenvolvido o livre arbítrio nos Espíritos ao mesmo tempo que as ideias, disse-lhes Deus: “Podeis todos aspirar à felicidade suprema quando houverdes adquirido os conhecimentos que vos faltam e cumprida a tarefa que vos imponho. Trabalhai, pois, para o vosso aperfeiçoamento. O objectivo é este:  atingi-lo-eis seguindo as leis que gravei na vossa consciência.”

O livre arbítrio e o Mal

Em consequência de seu livre arbítrio, uns tomam a estrada mais curta, que é o do bem, outros a mais longa, que é a do mal.

  1. Deus não criou o mal; estabeleceu leis e essas sempre boas, porque ele é soberanamente bom; aquele que as observasse fielmente seria perfeitamente feliz; mas os Espíritos, tendo seu livre arbítrio, nem sempre as observaram e o mal resultou, para eles, da sua desobediência. Pode dizer-se, pois, que o bem é tudo o que está conforme com a lei de Deus e o mal tudo o que é contrário a essa mesma lei.

A encarnação

  1. Para contribuir, como agentes do poder divino, para a edificação dos mundos materiais, os Espíritos revestem-se temporariamente de um corpo material. Pelo trabalho que sua existência corpórea necessita, aperfeiçoam a sua inteligência e adquirem, observando a lei de Deus, os méritos que devem conduzi-los à felicidade eterna.
  2. A encarnação não foi imposta ao Espírito, de início, como punição; ela é necessária ao seu desenvolvimento e à realização das obras de Deus, e todos devem passar por ela, tomem o caminho do bem ou do mal; somente aqueles que seguem a rota do bem, avançando mais rapidamente, demoram menos a atingir o objetivo e alcançam-no em condições menos penosas.
  3. Os Espíritos encarnados constituem a Humanidade, que não é circunscrita à Terra, mas que povoa todos os mundos disseminados no espaço.
  4. A alma do homem é um Espírito encarnado. Para ajudá-lo no cumprimento da sua tarefa, Deus deu-lhe como auxiliares, os animais que lhe são submissos e cuja inteligência e caráter são proporcionados às suas necessidades.

 

A evolução do espírito

  1. O aperfeiçoamento do Espírito é fruto do seu próprio trabalho; não podendo, numa só existência corpórea, adquirir todas as qualidades morais e intelectuais que devem conduzi-lo ao objetivo, faz isso por uma sucessão de existências, em cada uma das quais dá alguns passos em frente no caminho do progresso.
  2. Em cada existência corpórea, o Espírito deve dedicar-se a uma tarefa proporcional ao seu desenvolvimento; quanto mais rude e laboriosa for, mais mérito tem em cumpri-la. Cada existência, assim, é uma prova que o aproxima do objetivo. O número dessas existências é indeterminado. Depende da vontade do Espírito encurtar o seu número, trabalhando ativamente pelo seu aperfeiçoamento moral; do mesmo modo que depende da vontade do obreiro que tem uma tarefa reduzir o número de dias que leva para cumpri-la.
  3. Quando uma existência foi mal empregada não terá proveito para o Espírito, que deve repeti-la em condições mais ou menos penosas, em função da sua negligência e da sua má vontade; assim é que, na vida, pode ser-se constrangido a fazer no dia seguinte, o que não se fez na véspera, ou a fazer de novo o que se fez mal.

Os espíritos são imortais − a vida normal é passageira

  1. A vida espiritual é a vida normal do Espírito: é eterna; a vida corpórea é transitória e passageira: é apenas um instante na eternidade.
  2. No intervalo de suas existências corpóreas, o Espírito é errante. A erraticidade não tem duração determinada; nesse estado, o Espírito é feliz ou infeliz, segundo o bom ou o mau emprego que fez de sua última existência; estuda as causas que apressaram ou retardaram o seu adiantamento; toma as resoluções que procurará pôr em prática na sua próxima encarnação e escolhe, ele mesmo, as provas que julga mais ajustadas para progredir: algumas vezes engana-se ou sucumbe, não assumindo como homem as resoluções que tomou como Espírito.
  3. O Espírito culpado é punido por sofrimentos morais no mundo dos Espíritos e por penas físicas na vida corpórea. As suas aflições são consequência das faltas cometidas, quer dizer, das infrações à lei de Deus; São por isso, ao mesmo tempo, uma expiação do passado e uma prova para o futuro; o orgulhoso pode vir a ter uma existência de humilhação, o tirano uma de servidão e o mau rico uma de miséria.

A pluralidade dos mundos habitados

  1. Há mundos apropriados para diferentes graus de adiantamento dos Espíritos e onde a existência corpórea se encontra em condições muito diferentes. Quanto mais atrasado é o Espírito, mais os corpos que reveste são pesados e espessos; à medida que se purifica, passa para mundos moral e fisicamente superiores. A Terra não é nem dos primeiros nem dos últimos, mas é do grupo dos mais atrasados.
  2. Os Espíritos culpados encarnam nos mundos menos avançados, onde expiam as suas faltas pelas atribulações da vida material. Esses mundos são para eles verdadeiros purgatórios, mas depende deles saírem dali, trabalhando pelo seu adiantamento moral. A Terra é um desses mundos.

Não existem as penas eternas – a evolução será completa e igual para todos

  1. Deus, sendo soberanamente justo e bom, não condena suas criaturas a castigos perpétuos por faltas transitórias; oferece-lhes permanentemente meios de progredir e de reparar o mal que tenham podido fazer. Deus perdoa mas exige o arrependimento, a reparação e o regresso à prática do bem. A duração do castigo é proporcional à persistência do Espírito no mal; donde se conclui que o castigo seria eterno para aquele que permanecesse eternamente no mau caminho. Se a qualquer momento um clarão de arrependimento entrar no coração do culpado, Deus estende sobre ele a sua misericórdia. A eternidade das penas deve também ser entendida no sentido relativo e não no sentido absoluto.
  2. Os Espíritos, ao virem à carne, trazem com eles o que adquiriram nas suas existências anteriores; é a razão pela qual os homens mostram, instintivamente, aptidões especiais, inclinações boas ou más que parecem inatas.
    As más tendências naturais são os restos das imperfeições do Espírito das quais não está inteiramente despojado; são também os indícios das faltas que cometera anteriormente, que devem ser entendidas como o verdadeiro pecado original. E cada existência deve servir para os homens se irem lavando de algumas impurezas.

O esquecimento das vidas anteriores

  1. O esquecimento das existências anteriores é um benefício de Deus que, na sua bondade, quis poupar ao homem lembranças tantas vezes penosas. Em cada nova existência, ele é aquilo que fez anteriormente de si mesmo; um novo ponto de partida para aquele que conhece os seus defeitos atuais; sabe que esses defeitos são a consequência daqueles que tinha antes e que lhe dá a conhecer o mal que pode ter cometido cometer e isso lhe basta para trabalhar a fim de se corrigir. Se tinha outrora defeitos já vencidos, nada tem a se preocupar com isso; as imperfeições presentes são quanto lhe basta.
  2. Se a alma não viveu antes é porque é criada ao mesmo tempo que o corpo. Supondo isso não pode ter nenhuma relação com as almas que a precederam. Pergunta-se então como é que Deus, que é soberanamente justo e bom, pode tê-la feito responsável por culpas do pai do género humano, manchando-a com um pecado original que não cometeu?
    Dizendo, pelo contrário, que que ela carrega consigo ao nascer o germe das imperfeições de existências anteriores; que ela sofre na existência actual as consequências dos erros cometidos antes, dá-se do pecado original uma explicação lógica que todos podem compreender e aceitar, porque a alma só é responsável pelas suas próprias falhas.

A lógica da Criação confirma-se a si própria

  1. A diversidade das aptidões inatas, morais e intelectuais, é a prova que as almas já tiveram vidas anteriores. Se fossem criadas ao mesmo tempo que o corpo, seria contrário à bondade de Deus ter feito umas mais avançadas que as outras. Como explicar a existência dos selvagens e das pessoas civilizadas, dos bons e dos maus, dos parvos e das pessoas de espírito? Essas diferenças só se explicam dizendo que uns viveram mais do que outros e por isso mais evoluídos se encontram.
  2. Se a existência actual fosse única e determinasse o futuro da alma para todo o sempre, qual seria o destino das crianças que morrem na sua infância? Não tendo feito nem o bem nem o mal, não merecem nem recompensas nem punições. Segundo a palavra do Cristo, sendo cada um recompensado pelas suas obras, não têm direito à felicidade perfeita dos anjos, nem merecem ser privados dela. Digamos que poderão, noutra existência, realizar aquilo que não puderam fazer naquela que foi abreviada, e não há mais excepções.
  3. Pelo mesmo motivo, qual seria a sorte dos cretinos e dos idiotas? Não tendo nenhuma consciência do bem e do mal, não têm nenhuma responsabilidade pelos seus atos. Teria sido Deus justo e bom se criasse almas estúpidas para votá-las a uma existência miserável e sem frutos?
    Se admitirmos, pelo contrário, que o caso da alma de um cretino ou de um idiota se trata de um espírito em punição, vivendo aprisionado num corpo incapaz de pensar, já não haverá motivo nenhum para pensarmos que algo estará em desarmonia com a justiça de Deus.

O fim das existências corpóreas e ajuda para todos na evolução

  1. Na sucessão das encarnações, ficando o Espírito pouco a pouco liberto das suas impurezas e aperfeiçoado pelo trabalho, chega ao fim das suas existências corpóreas; pertence, então, à ordem dos Espíritos puros ou dos anjos e goza ao mesmo tempo, da vida completa de Deus e de uma felicidade sem mácula pela eternidade.
  2. Aos homens em expiação sobre a terra, Deus − como um bom pai − não os deixou entregues a si próprios, sem o amparo de um guia. Em primeiro lugar têm os seus espíritos protectores ou anjos guardiões, que velam por eles e se esforçam por conduzi-los ao bom caminho. Têm ainda os espíritos em missão sobre a terra, espíritos superiores que encarnam em certas alturas entre eles, para iluminarem o caminho pelos trabalhos que realizam e fazer avançar a humanidade. Embora Deus tenha gravado a sua lei na consciência dos homens, entendeu dever formulá-la de uma forma explícita; enviou-lhes primeiro Moisés, cujas leis foram apropriadas para os homens do seu tempo. Só lhes falava da vida terrestre, das penas e recompensas temporais. O Cristo veio de seguida completar a lei de Moisés com ensinamentos mais elevados. A pluralidade das existências, a vida espiritual, as penas e recompensas morais. Moisés conduziu os homens pelo temor, O Cristo conduziu-os pelo amor e pela caridade.
  3. O Espiritismo, melhor compreendido actualmente, associa para os incrédulos as provas à teoria; prova o futuro por meio de factos concretos, diz em termos claros e inequívocos aquilo que Jesus disse por parábolas; explica verdades mal conhecidas ou falsamente interpretadas; revela a existência do mundo visível, ou dos espíritos, e inicia os homens nos mistérios da vida futura; vem combater o materialismo que é uma revolta contra o poder de Deus; vem enfim instaurar entre os homens o reino da caridade anunciada pelo Cristo. Moisés lavrou, o Cristo semeou e o Espiritismo vem fazer a colheita.
  4. O Espiritismo não é uma luz nova, mas uma luz resplandecente, porque surgiu por toda a terra por intermédio das palavras daqueles que já viveram. Tornando claro o que era obscuro, elimina as falsas interpretações ligando os homens em torno de uma mesma crença, porque só existe um Deus, sendo as leis as mesmas para todos os homens; demarca enfim a era dos tempos previamente anunciados pelo Cristo e pelos profetas.
  5. Os males que afligem os homens sobre a terra têm por origem o orgulho, o egoísmo e todas as más paixões. Pelo convívio com os seus vícios os homens tornam-se reciprocamente infelizes e agridem-se uns aos outros. A caridade e a humildade devem substituir o egoísmo e o orgulho, deixando de se causar dano. Respeitarão os direitos de cada um e farão reinar entre si a concórdia e a justiça.
  6. Como destruir o egoísmo e o orgulho que parecem ser inatos no coração do homem? O orgulho e o egoísmo estão no coração do homem, porque os homens são espíritos que seguiram desde o princípio o caminho do mal e foram exilados na terra para punição dos seus vícios; aí reside ainda o seu pecado original do qual muitos ainda não se libertaram. Pelo Espiritismo Deus vem efectuar um último apelo à pratica da lei ensinada pelo Cristo, a lei do amor e da caridade.
  7. Tendo a Terra chegado ao momento marcado para se tornar estância de felicidade e de paz, Deus não quer que os espíritos encarnados continuer a trazer distúrbios em prejuízo dos que são bons. É por isso que devem desaparecer. Irão expiar o seu endurecimento em mundos menos avançados onde continuarão a trabalhar para a sua evolução numa série de existências ainda mais infelizes e penosas que na Terra.
    Formarão nesses mundos uma nova raça mais esclarecida cuja tarefa será de fazer progredir os seres atrasados que ali habitam, com o auxílio dos conhecimentos adquiridos. Só sairão para mundos melhores quando tenham o devido mérito, e assim por diante até terem atingido a purificação completa. Se a Terra fora para eles um purgatório, esses mundos serão o seu inferno, um inferno, contudo, de onde a esperança nunca estará ausente.
  8. Considerando que a geração proscrita vai desaparecer rapidamente, uma nova geração aparecerá, cujas crenças estarão fundadas no Espiritismo cristão. Assistimos à transição que se opera, prelúdio da renovação moral cuja chegada é marcada pelo Espiritismo.

NORMAS DERIVADAS DO ENSINAMENTO DOS ESPÍRITOS

  1. O objectivo essencial do Espiritismo é o aperfeiçoamento dos homens. Essencialmente nos domínios do progresso moral e intelectual.
  2. O verdadeiro espírita não é aquele que acredita nas manifestações, e sim o que tira proveito dos ensinamentos dos espíritos. De nada serve a crença se não servir ao homem para avançar no caminho do progresso e se não o tornar melhor para o seu próximo.
  3. O egoísmo, o orgulho, a vaidade, a ambição, a cupidez, o ódio, a inveja, o ciúme e a maledicência são para a alma as ervas daninhas que é preciso todos os dias ir desbastando, e que têm por antídoto: a caridade e a humildade.
  4. A crença no Espiritismo só é proveitosa para aqueles de quem possa dizer-se: Vale mais hoje do que valia ontem.
  5. A importância que o homem atribui aos bens temporais está na razão inversa da sua fé no mundo espiritual; é a dúvida a respeito do futuro que o leva a procurar as alegrias deste mundo, satisfazendo as suas paixões, nem que seja à custa do próximo.
  6. As aflições sobre a terra são os remédios da alma; tratam-na para o futuro como uma operação cirúrgica salva a vida de um doente. É a razão pela qual o Cristo disse: “bem aventurados os aflitos, porque serão consolados.
  7. Nas vossas aflições, olhai abaixo de vós e não acima; pensai naqueles que sofrem ainda mais que vós.
  8. O desespero é natural naquele que acredita que tudo acaba com a vida do corpo; é um contra-senso naquele que tem fé no futuro.
  9. O homem é, frequentemente, o artífice de sua própria infelicidade neste mundo; Pense na fonte dos seus infortúnios e verá que na sua maior parte são resultado da sua imprevidência , do seu orgulho e da sua avidez e, por conseguinte das suas infracções às leis de Deus.
  10. A prece á um acto de adoração. Orar a Deus é pensar n’Ele, é aproximar-se d’Ele e colocar-se em comunicação com Ele.
  11. Aquele que ora com fervor e confiança fica mais forte contra as tentações do mal e Deus envia bons espíritos para ajudá-lo. É um pedido de ajuda que nunca é recusado quando é feito com sinceridade.
  12. O essencial não é orar muito, mas orar bem. Certas pessoas julgam que todo o mérito está no tamanho da prece, enquanto que ignoram os seus próprios defeitos. A prece é para elas uma ocupação, um passatempo, mas não um estudo de si mesmas.
  13. Aquele que pede a Deus perdão das suas faltas, só o obtêm mudando de conduta. As boas ações são a melhor das preces, porque os atos valem mais do que as palavras.
  14. A prece é recomendada por todos os bons Espíritos; ela é, por outro lado, pedida por todos os Espíritos imperfeitos como um meio de aliviar seus sofrimentos.
  15. A prece não pode mudar os decretos da Providência; mas, vendo que alguém se interessa por eles, os Espíritos sofredores sentem-se menos abandonados; são menos infelizes; a sua coragem é reforçada, aumenta o desejo de se elevarem pelo arrependimento e pela reparação das faltas, e pode desviá-los dos maus pensamentos. É nesse sentido que ela pode não somente aliviar, mas abreviar seus sofrimentos.
  16. Orai, cada um, segundo suas convicções e da maneira que acredita a mais conveniente, porque a forma não é nada, o pensamento é tudo; a sinceridade e pureza de intenção são essenciais; um bom pensamento vale mais que numerosas palavras, que se assemelham ao ruído de um moinho e de onde o coração está ausente.
  17. Deus fez homens fortes e poderosos para serem o sustentáculo dos fracos; o forte que oprime o fraco é maldito de Deus; frequentemente, recebe castigo disso ainda nesta vida, sem prejuízo de possíveis penas futuras.
  18. A fortuna é como um depósito em dinheiro de que o titular não tem mais do que o usufruto temporário. Não o levará para o túmulo e com toda a certeza terá de prestar contas rigorosas do uso que fez com ele.
  19. A fortuna é uma prova mais arriscada do que a miséria porque é uma tentação para cometer abusos e excessos. As pessoas de fortuna têm muito mais dificuldade em ser moderado do que em ser resignado.
  20. O ambicioso que triunfa e o rico que se deleita com prazeres materiais são mais de lastimar do que de invejar, porque é necessário olhar às consequências. O Espiritismo, pelos exemplos terríveis daqueles que viveram e que nos vêm falar da sua sorte, revela a verdade destas palavras do Cristo: “Aqueles que se exalta será humilhado e aquele que se humilha será exaltado”.
  21. A caridade é a lei suprema de Cristo: “Amai-vos uns aos outros como irmãos, amai o vosso próximo como a vós mesmos, perdoai aos vossos inimigos; não façais aos outros o que não quereis que vos façam”, tudo isso se resume numa palavra: caridade.
  22. A caridade não está somente na esmola, porque há caridade em pensamentos, em palavras e em atos. Aquele é caridoso em pensamentos porque é indulgente com as faltas do seu próximo; caridoso em palavras porque nada diz que possa agravar o seu próximo; caridoso em atitudes porque ajuda o próximo na medida das suas possibilidades.
  23. O pobre que reparte o seu pedaço de pão com alguém ainda mais pobre do que ele é mais caridoso e tem mais mérito aos olhos de Deus do que aquele que dá do que lhe é supérfluo sem de nada se privar.
  24. Quem quer que alimenta contra o seu próximo sentimentos de animosidade, ódio, ciúme e rancor não é caridoso, mente se se diz cristão e ofende a Deus.
  25. Homens de todas as castas, de todas as ideologias e de todas as cores, todos vós sois irmãos, porque Deus a todos chama para si; estendei a mão a toda e qualquer pessoa, qualquer que seja a vossa forma de culto ou a vossa maneira de adorar a Deus e não lanceis maldições sobre ninguém, porque a maldição é a violação da lei da caridade proclamada pelo Cristo.

SEM CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO

  1. Com base no egoísmo os homens estão em luta perpétua, com base na caridade viverão em paz.
    Apenas a caridade, como base das instituições, pode garantir a felicidade aos homens neste mundo; de acordo com as palavras do Cristo apenas a caridade pode garantir a felicidade futura, porque encerra em si mesma todas as virtudes que podem conduzir à perfeição.
    Com a verdadeira caridade tal como a ensinou e praticou o Cristo, deixará de haver egoísmo, orgulho, ódio, ciúme e maledicência, além de deixar de haver apego desordenado aos bens materiais deste mundo. É essa a razão pela qual para o Espiritismo cristão tem por lema o seguinte princípio: FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.

Os incrédulos podem rir dos espíritos e fazer troça daqueles que acreditam nas suas manifestações; Riam se se atrevem do princípio que ele acaba de ensinar e que é a vossa própria salvaguarda, porque se a caridade desaparecesse da face da Terra os homens matavam-se uns aos outros e vós seríeis talvez as primeiras vítimas.
Não está longe o tempo em que esta regra, proclamada abertamente em nome dos Espíritos, será uma garantia protetora e um título de confiança em todos aqueles que a trouxerem gravada no seu coração.
Um Espírito disse: “Troçaram das mesas girantes; não se troçará jamais da filosofia e da moral que delas derivaram”.
Já estamos longe desses primeiros fenómenos que serviram de distração passageira do ócio e da curiosidade. Essa moral é antiquada, dizem alguns: “Os espíritos deveriam ter bastante mais espírito para nos dar realmente novidades”  foi dito por graça por mais de um crítico.
Se é antiquada, tanto melhor, isso prova que é de todos os tempos. Aos homens cabe a culpa de não a ter praticado, porque só as verdades eternas é que são autênticas.   Os Espíritos vêm chamar-vos, não por uma revelação isolada feita a um único homem, mas pela voz dos próprios Espíritos.
Esta, como trombeta final, vêm proclamar: “Podem acreditar  que aqueles que chamam mortos, estão mais vivos que vós, porque eles vêem o que não vedes e ouvem o que não ouvis.
Será fácil reconhecer naqueles que vos vêm falar, os vossos pais, os vossos amigos e todos aqueles que amastes na Terra e que acreditastes perdidos sem regresso.
Infelizes aqueles que julgam que tudo acaba com o corpo, porque serão cruelmente desenganados; infelizes aqueles que tiverem falta de caridade, porque sofrerão o que tiverem feito os outros sofrerem!
Escutem a voz daqueles que sofrem e que vêm dizer: “Nós sofremos por termos ignorado o poder de Deus e por ter duvidado da sua infinita misericórdia; sofremos pelo nosso orgulho, pelo nosso egoísmo, pela nossa avareza e por todas as más paixões que não soubemos  reprimir; sofremos por todo o mal que fizemos aos nossos semelhantes por termos esquecido a caridade”.
Incrédulos! Será para rir uma doutrina que ensina semelhantes coisas? Será boa ou má?

Encarando-a do ponto de vista da ordem social, dizei se os homens que a pratiquem seriam melhores ou piores, felizes ou infelizes!

 

 

.

 

 

Bibliografia geral e leituras

Temos andado a publicar aqui momentos especiais do trabalho de tradução de “O Livro dos Espíritos”. Esta notícia tem por tema a pequena bibliografia geral relativa às Notas Finais.

.

O Prefácio dos tradutores destina-se a preparar as pessoas que nunca tenham lido o livro antes;
As Notas Finais servem para informar o leitor do critério de tradução de certas palavas e para fornecer opiniões de contextualização cultural de textos com mais de 150 anos.
A pequena bibliografia geral também é destinada aos leitores que nunca encontraram antes “O Livro dos Espíritos”, obra que servirá – se atentamente o lerem – para esclarecer um segredo há muitos séculos desvendado por homens de ideias, com experiência de vidas vividas, mas persistentemente escondido pelas forças determinadas em conservá-lo oculto e secreto.

Esse segredo é o conhecimento fundamental e fundamentado da origem e do destino dos seres humanos. Saberem porque estão vivos e conhecerem bem as regras que orientam a sua vida presente, abrindo-lhes as portas para um mais claro futuro de progresso e de felicidade.
Mesmo para os que desconfiarem que é promessa exagerada, vale a pena começar já a ler, para que não percam mais tempo em desvendá-lo, já que facilita a marcha pela estrada, por vezes acidentada, que nos conduz ao  futuro.

A bibliografia geral que aparece depois das Notas Finais de todo o livro não manipula consciências nem condiciona as opções do leitor. Apenas revela as principais ajudas com que caminhámos ao encontro desta cultura que ensina a viver e, ao mesmo tempo que produz conhecimentos livres de compromissos de grupo ou fronteiras dogmáticas, também ajuda a construir a felicidade.

Bibliografia geral e leituras


ALLAN KARDEC:
‒ Todas as obras e publicações editadas em vida pelo autor, de 1857 a 1869;

GABRIEL DELANNE:
Todas as suas obras e publicações, em especial as seguintes:
‒ O Espiritismo perante a Ciência. Paris, 1885;
‒ O Fenómeno Espírita. Paris, 1893;
‒ A Evolução Anímica. Paris, 1895;
‒ A Alma é Imortal. Paris, 1897;
‒ A Reencarnação. Paris, 1927.

LÉON DENIS:
Todas as suas obras e publicações, em especial as seguintes:
1885 – O Porquê da Vida, 1885;
1898 – Cristianismo e Espiritismo, 1920 (última edição);
1889 – Depois da Morte, 1920 (idem);
1903 – No Invisível, 1924 (idem);
1905 – O Problema do Ser do Destino e da Dor, 1922 (idem);
1910 – Joana D’Arc Médium, 1926 (idem).

sobre JESUS HISTÓRICO:


o professor Antonio Piñero

ANTÓNIO PIÑERO,
Catedrático de Filologia Grega, com especialidade em Língua e Literatura do Cristianismo Primitivo da Universidade Complutense de Madrid, autor, entre outras, das seguintes obras:

– CIUDADANO JESÚS – Las respuestas a todas las perguntas; Atanor Ediciones, Madrid, várias edições desde 2012;
– GUIA PARA ENTENDER EL NUEVO TESTAMENTO; Editorial Trotta, múltiplas edições desde 2006, Madrid;
– ORIGENES DEL CRISTIANISMO – Antecedentes y primeiros passos; Ediciones El Almendro e Universidade Complutense de Madrid, 2004;
– JESÚS, LA VIDA OCULTA – Según los Evangelios rechazados por la Iglesia; Esquilo Ediciones, 1ª edição 2007, Badajoz;
– JESÚS DE NAZARET – El hombre de las cien caras” – textos canónicos y apócrifos; EDAF, Madrid, México, Buenos Aires, SanJuan, Santiago, Miami, 2012;
– EL OUTRO JESÚS – Vida de Jesús segun los evangelios apócrifos – Ediciones El Almendro, Córdoba; primeira edição: 2004.

Mosa JS

JACOB SLAVENBURG:
– (n. 1943 em Gorinchem, Holanda). Desde jovem percebeu que os acontecimentos históricos reais eram muito diferentes dos que tinha aprendido na escola ou nos círculos religiosos. Licenciado em História Cultural, dedicou-se à história das religiões depois da extraordinária descoberta dos manuscritos de Nag Hammadi, em especial a respeito do homem de Nazaré. Atualmente é professor em várias instituições e a sua obra é muito conhecida:
– A HERANÇA PERDIDA DE JESUS (De verloren erfenis) – A verdadeira história das origens do cristianismo, Marcador Editora, Queluz de Baixo, 2012

MEMÓRIA da HUMANIDADE:


“Aquellos que no recuerdan el pasado, están condenados a repetirlo.”
George Santayana.

As obras aqui indicadas, embora muito importantes, representam apenas um exemplo simbólico da atenção que é devida ao conhecimento da História Universal, sem a qual é impossível enquadrar os conceitos científicos, culturais e morais. Sem recursos minimamente estruturados desta disciplina cultural é impossível ter uma ideia válida da importância da obra de Allan Kardec e da cosmovisão espírita. Impossível será igualmente ultrapassar o contexto de um planeta de expiação e de provas, sujeito ainda à tutela dominante do pensamento dogmático e da predominância de espíritos ainda não muito evoluídos.

A Chegada das Trevas é a história largamente desconhecida – e profundamente chocante – de como uma religião militante pôs deliberadamente fim aos ensinamentos do mundo clássico, abrindo caminho a séculos de adesão inquestionável à “única e verdadeira fé”.

O Império Romano foi generoso na aceitação e assimilação de novas crenças. Mas com a chegada do Cristianismo tudo mudou. Esta nova fé, apesar de pregar a paz, era violenta e intolerante. Assim que se tornou a religião do império, os zelosos cristãos deram início ao extermínio dos deuses antigos – os altares foram destruídos, os templos demolidos, as estátuas despedaçadas e os sacerdotes assassinados. Os livros, incluindo grandes obras de Filosofia e de Ciência, foram queimados na pira. Foi a aniquilação.

Levando os leitores ao longo do Mediterrâneo – de Roma a Alexandria, da Bitínia, no norte da Turquia, a Alexandria, e pelos desertos da Síria até Atenas -, A Chegada das Trevas é um relato vívido e profundamente detalhado de séculos de destruição.

.

.

.

ALEXANDRE HERCULANO dispensa apresentações para todos aqueles que têm conhecimento do seu imenso prestígio como historiador e cidadão que lutou com imensa bravura e se exprimiu como investigador e grande homem de pensamento, dos mais insígnes de toda a nação cultural portuguesa.

A sua obra a respeito da Inquisição em Portugal é de leitura fundamental.

Clicando na capa poderá descarregar uma versão brasileira do livro. Assim manifestamos homenagem à imensa generosidade de divulgação de valores e partilha do imenso povo brasileiro:.ALEXANDRE 

.

– HISTÓRIA DA ORIGEM E ESTABELECIMENTO DA INQUISIÇÃO EM PORTUGAL- Alexandre Herculano (1810-1877).

07-trat– PEQUENA HISTÓRIA DAS CRUZADAS; Londres 2004 – Chistopher Tyerman; Edições Tinta da China, Lisboa 2008.

08-trat

Para ver em tamanho grande, é favor clicar.

RECURSOS LINGUÍSTICOS:


Entre outros:

– CNRTL/ORTOLANG: http://www.cnrtl.fr/definition/;
– LEXILOGOS: http://www.lexilogos.com/francais_langue_dictionnaires.htm

ortol.

Albert de Rochas e a tese das vidas múltiplas

Ao fundo: uma obra muito importante deste notável autor, nas versões portuguesa e francesa, que podem ser descarregadas pelos leitores.

A Humanidade tem ao seu muito fácil alcance uma imensidade de provas evidentes da realidade empolgante do Espírito, das maravilhas da criação e do inesgotável talento das configurações infinitas da realidade.
O antes e o depois da ALMA, a conversa fluente entre o visível e o invisível, os mais ínfimos detalhes das coisas mais simples travam connosco um diálogo permanente, capaz de saturar de luz a noite mais densa.
Basta querer procurar e dar ouvidos aos testemunhos de tantas e tantas inteligências, não tão diferentes assim da nossa que as não consigamos entender, oriundas de seres com cabeça tronco e membros como nós.

ALBERT DE ROCHAS.

Biografia

Eugène Auguste Albert de Rochas d’Aiglun (Saint Firmin-en-Valgaudemar, (Hautes-Alpes), 20 de Maio de 1837 – Grenoble, 2 de Setembro de 1914) foi um engenheiro militar, historiador da ciência, pesquisador de fenómenos espíritas, escritor, tradutor e administrador da Escola Politécnica de Paris.

Nasceu numa família de importância regional, detentora do feudo d’Aiglum, perto do Digne, de meados do século XV, até ao advento da Revolução Francesa.

Após ter concluído os estudos no Liceu de Grenoble, iniciou os estudos de Direito visando ingressar na magistratura, como o haviam feito o seu pai e seu avô, mas sem interesse pela área, voltou-se para outros estudos.

Em 1856 obteve o prémio de honra em Matemáticas especiais e, no ano seguinte, foi recebido na Escola Politécnica de Paris. Em 1861 ingressou no exército na qualidade de Tenente de Engenharia; promovido a capitão por mérito (1864), tomou parte na Guerra Franco-Prussiana (1870-1871), vindo a ser nomeado comandante de batalhão (1880).

Desejando maior liberdade para dedicar-se aos estudos científicos, deixou prematuramente o serviço militar activo (1889), ingressando na Escola Politécnica na qualidade de director civil, passando para a reserva com o posto de tenente-coronel.

Os trabalhos militares e científicos do coronel de Rochas são consideráveis, tendo-se destacado nesta última área.

Profundo conhecedor de tudo o que havia sido escrito sobre as ciências psíquicas em sua época, dedicou-se à experimentação, tendo contribuído decisivamente para fazer a classificação do magnetismo animal entre as ciências puramente físicas.

No campo do magnetismo e do espiritismo, estudou a polaridade, contribuiu para a actual classificação das fases do estado sonambúlico, observou sistemáticamente os fenómenos espíritas, pesquisou a exteriorização da sensibilidade e mostrou o mecanismo do desdobramento físico. Por meio de passes longitudinais, aplicados em alguns sensitivos, conseguia provocar neles a regressão da memória.

Membro de várias sociedades científicas, foi oficial da Legião de Honra, da Instrução Pública, de São Salvador (Grécia), e das Ordens da São Maurício e São Lázaro (Itália); foi comendador das ordens de Sant’Ana (Rússia), do Mérito Militar (Espanha), de Medjidie (Turquia), de Nicham (Túnis), e do Dragão Verde (Anam).

—————————————————————————————

Li várias obras deste autor, importantíssimo estudioso do espiritualismo científico, nas áreas em que – já na nossa época – estão na vanguarda de conhecimentos que plenamente comprovam a realidade dos Espíritos.

Albert de Rochas foi percursor na aplicação de técnicas experimentais do magnetismo humano, que permitem obter dos seres vivos depoimentos inequívocos e comprováveis das suas vidas múltiplas, nas tarefas de permanente evolução espiritual de que se ocupam.

A Humanidade não se encontra, pois, limitada ao fenómeno da mediunidade para poder interrogar os Espíritos a respeito da existência, dos meios de evolução dos Espíritos e até do funcionamento pormenorizado do mundo espiritual, como mais tarde foi largamente aprofundado pelo médico norte americano Michael Newton, sobre cuja obra nos iremos proximamente debruçar aqui com a devida atenção.

Para quem quiser ler um dos livros mais interessantes de Albert de Rochas, a seguir incluo o ficheiro completo de AS VIDAS SUCESSIVAS  em português e em Francês:

Albert de Rochas – As Vidas Sucessivas

Albert De Rochas – Les vies successives

 
A aurora dos transatlânticos – Acrílico s/ tela s/ platex costabrites.com 9 de Junho de 2000

.
.
.
.
.
.
.

.

.

O estado das almas após a morte – JOHANN CASPAR LAVATER – seis cartas de um sábio suíço 59 anos antes de “O Livro dos Espíritos”

>
>

Sophie Marie Dorothea Auguste Louise de Württemberg (1759-1828)
Sophie Marie Dorothea Auguste Louise de Württemberg (1759-1828)

>

Apresentação do trabalho que ao fundo se encontra em ficheiro PDF

– Correspondência que Johann Caspar Lavater, sábio suíço, endereçou a Maria Feodorovna, de seu nome de família Sophie Marie Dorothea Auguste Louise de Württemberg (1759-1828) segunda esposa de Paulo Petrovich Romanov (1754-1801), herdeiro de Catarina II e que viria a ser Paulo I imperador da Rússia; Seis cartas de um sábio suíço escritas 59 anos antes de “O Livro dos Espíritos” publicadas na REVISTA ESPÍRITA de ALLAN KARDEC em Março, Abril e Maio de 1868

É de crer que os dotes de mediunidade e a elevação espiritual de Maria Feodorovna e o manifesto interesse do seu marido no tema em questão possa ter levado o casal, que visitara Lavater na Suiça antes de Paulo Petrovitch ter ascendido ao trono, a solicitar-lhe os esclarecimentos que sabiam que ele poderia fornecer-lhes.
Aqui se publica, em documento PDF, a correspondência acima referida, cuja excepcional qualidade literária e o surpreendente nível dos conhecimentos e sensibilidade espírita surpreendem qualquer leitor por terem surgido muito tempo antes de ter sido codificada a doutrina em questão.

Já conhecia estes trabalhos de há muito por inclusão dos mesmos numa obra muito conhecida de Léon Denis, “O Porquê da Vida”.

A versão publicada que eu conhecia dessa obra, editada pela FEB, não refere a Revista dos Espíritos  de Março, Abril e Maio de 1868 como fonte dos textos e talvez por isso não publica os comentários de Allan Kardec e mais uma importante comunicação do próprio Lavater sobre o espiritismo, feita a 13 de Março de 1868 na Sociedade de Paris, pelo Senhor Morin, em sonambulismo espontâneo.

A versão em língua portuguesa a que recorri, foi colhida num importante instituto para o estudo da obra de Allan Kardec, há muito recomendado nas páginas de “espiritismo cultura” e de “espiritismo estudo”: o IPEAK, Instituto de Pesquisas Espíritas Allan Kardec.

Para que não haja equívocos, a primeira coisa de que faço anteceder esta publicação é a opinião de Allan Kardec a respeito dessas cartas.

LavaterJC
Johann Caspar Lavater, pintura de Alexander Speisegger, 1785, Gleimhaus Halberstadt

Johann Caspar Lavater (1741-1801), foi poeta, dramaturgo, teólogo e conselheiro espiritual da área do protestantismo, tendo estabelecido relações de amizade com muitos dos mais notáveis intelectuais e pensadores do seu tempo.
Uma das tarefas a que se dedicou – que nesse tempo suscitou vivo interesse – foi a criação dos estudos de fisiognomia, sobre a análise do carácter das pessoas com base nos seus traços fisionómicos. Foi um intelectual de vastos recursos, escritor dotado e homem de causas, sensível quanto à moralidade e à justiça, sendo notável a correspondência que trocou com individualidades culturais de elevada craveira da época em que viveu. A sua vida, riquíssima de empenhamentos de valor, acabou dolorosamente ao ter participado na resistência oferecida aos invasores franceses de Zurique.

O teor exacto da sua participação no exercício da mediunidade, a forma como adquiriu os vastos conhecimentos sobre o mundo espiritual e as suas regras antes de ter sido fundado o espiritismo, julgo serem um mistério oculto pelo tempo, podendo estar algures detalhes que não conheço.
Com efeito, a sistemática aversão da cultura oficial e académica perante os fenómenos da vida do Além, levaram a que o interesse de Lavater por essa temática fosse, mais do que falsificada e posta a ridículo, inteiramente escamoteada.
As árvores, sabemo-lo de boa fonte, conhecem-se pelos frutos. A árvore de Johann Kaspar Lavater produziu frutos cujo aroma perdurou pelos séculos e nós somos apenas um exemplo dos muitos espíritos que com eles se sentiram felizes e ilustrados.

Johann Caspar Lavater
O ESTADO DAS ALMAS APÓS A MORTE

 Para ter acesso ao trabalho completo em PDF é favor clicar

Em “espiritismo estudo” está publicada uma outra versão deste artigo mais fácil de descarregar para documento WORD, ou até para imprimir. Visitar por favor:

VERSÃO PARA COPIAR TEXTO WORD E IMPRIMIR

.

.

.

GABRIEL DELANNE – Vida e Obra de um fundamental seguidor de ALLAN KARDEC

A Evolução Anímica-1…

>

Abaixo se apresenta a biografia de um dos mais distintos expoentes da doutrina espírita: GABRIEL DELANNE, entendido como um dos mais destacados seguidores de ALLAN KARDEC, divulgador da vertente científica da cultura espírita e seu entusiástico impulsionador.

Além da biografia de GABRIEL DELANNE, encontra-se à disposição do visitante um documento muito interessante, encontro com DELANNE, de autoria de uma conhecida individualidade brasileira, o Dr. Silvino Canuto de Abreu, ilustre investigador espírita que se deslocou a Paris para se encontrar pessoalmente com Delanne, com o qual trocou diversas impressões que constituem um momento notável. Além do relato do encontro redigiu ainda um texto importante para a caracterização do entrevistado e do papel que desempenhou na consolidação e divulgação do espiritismo, na senda de Allan Kardec.

GABRIEL DELANNE, Vida Apostolado e Obra – Paul Bodier e Henri Regnault

Encontro com DELANNE, Silvino Canuto de Abreu

Estas são as principais obras da autoria de GABRIEL DELANNE, algumas ainda não traduzidas para a língua portuguesa:

 

O ESPIRITISMO PERANTE A CIÊNCIA

O FENÓMENO ESPÍRITA

EVOLUÇÃO ANÍMICA

L’Évolution Animique

Recherche sur la médiumnité

A ALMA É IMORTAL

Les_apparitions_matérialisées_tome_I

Les_apparitions_materialisees_tome_II

E o seu último trabalho, de 1924

La Reincarnation

A Reencarnação.

 

 

.

.