Apresentação do Cercle Spirite Allan Kardec, de Nancy / França

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Há já muitos anos que visitamos o site do Cercle Spirite Allan Kardec, que conhecemos os seus principais expoentes e a sua extraordinária tarefa em favor da cultura espírita.
Lemos livros que estão publicitados na sua livraria, muitos textos publicados na internet, nos diversos sites que tem em França e no seu forum e sobretudo, temos tido a possibilidade de acompanhar a imensa riqueza que vem sendo publicada há vários anos no seu Journal Spirite.
É costume ouvir dizer que o espiritismo decaiu em França desde o falecimento de Allan Kardec, sendo de lamentar o facto que tenham sido exatamente os seus compatriotas que deixaram esquecer o seu precioso património de conhecimentos e de ideias.
No que nos diz respeito, consideramos que em França – sem desprimor para outras entidades igualmente ativas na divulgação e no estudo do espiritismo – o profundo conhecimento dessa cultura e dessa atitude do intelecto e do conhecimento humanos estão magnificamente representados pelo Cercle Spirite Allan Kardec.
O que se passa é que em França, como em muitos outros países, determinantes insondáveis relacionadas com o próprio desenvolvimento das pessoas, muitos fatores se têm conjugado para que a Humanidade permaneça distante do interesse ativo e esclarecido de fenómenos que nos determinam de forma transcendentemente complexa.
A atenção, apreciação e o estudo de todo o imenso saber e de toda a dinâmica de intervenção cultural que caracterizam o Cercle Spirite Allan Kardec pode abrir, a todos nós, uma nova e extraordinária perspetiva da vida e do mundo, isto é, da magnífica transcendência da natureza, da origem e do destino de toda a criação.

Teríamos muitíssimo gosto em poder apresentar todo este manancial traduzido em português. De todo o trabalho que aqui temos apresentado constam trabalhos importantes, originalmente escritos noutras línguas estrangeiras. Mas essa tarefa, pela sua extensão, ser-nos-ia impossível de realizar. Confiamos mesmo assim que o francês, por ser uma língua que nos é muito próxima pelas suas origens e pelo seu desenvolvimento cultural, seja do conhecimento de um vasto número dos nossos visitantes de língua portuguesa.

Le Cercle Spirite Allan Kardec

http://www.spiritisme.com/

A la rencontre des espritsLes premières séances spirites qui furent à l’origine du cercle remontent à 1974. L’association fut créée en 1977 à Nancy sous l’appellation « Cercle Spirite Allan Kardec ». Elle s’est donnée pour buts, d’une part, de poursuivre les expériences de communications avec les esprits, et d’autre part, de promouvoir une large diffusion de la pensée spirite.

Après plusieurs décennies de dérives religieuses, ésotériques et commerciales du spiritisme en France, le cercle assure un renouveau, dans le sens philosophique et non religieux d’une actualisation indispensable face aux avancées de la science et aux transformations de la société.

Un cercle spirite est une structure appropriée dans laquelle les médiums peuvent exercer et développer leurs facultés en toute sérénité, en évitant les écueils et les dangers inhérents à une pratique empirique et hasardeuse. La communication avec l’au-delà fait intervenir plusieurs types de médiumnités qui sont pratiquées dans notre cercle : l’incorporation, l’écriture automatique, les médiumnités artistiques (peinture, sculpture, musique), le oui ja et le sommeil magnétique.

Sont développées d’autres facultés, non médiumniques comme la clairvoyance, la psychométrie, la psychokinèse, la radiesthésie, l’hypnose et le magnétisme.

Le cercle compte plus de 50 magnétiseurs ; certains d’entre eux sont responsables des cellules de soins magnétiques ouvertes au public, dans les villes où le cercle est représenté : Nancy, Paris, Besançon, Belfort, Montpellier, Toulouse et Lyon. L’association compte des adhérents à part entière, des membres sympathisants et des abonnés à la revue trimestrielle Le Journal Spirite.

 

Esta apresentação está substancialmente desenvolvida em duas notícias publicadas noutra das nossas páginas dedicadas à cultura espírita:

Cercle Spirite ALLAN KARDEC – Nancy / França
A magnífica revista do CENTRE SPIRITE ALLAN KARDEC

 

 

Uma epidemia nova num tempo diferente

A Humanidade já foi numerosas vezes atacada por epidemias, terríveis ameaças à vida de muitas pessoas. As mesmas dificuldades, o medo e o desespero visitam-nos mais uma vez, mas de uma maneira nova e diferente.
Entretanto, os efeitos da doença em si, a nível global, não são de proporções muito elevadas perante gravíssimos problemas aos quais a sociedade continua indiferente.
O número das pessoas que diariamente são vítimas da FOME por todo o mundo é LARGAMENTE MAIS ELEVADO que o número de vítimas desta epidemia.
Com a diferença de que as grandes fomes e as carências de justiça e fraternidade são de todos os tempos e têm podido sobreviver a todas as epidemias.
O número de pessoas transtornadas e feridas por tudo o que há de mau na GUERRA e nos seus múltiplos sucedâneos, É MUITO MAIS GRAVE E DOLOROSO que todo o desarranjo causado por esta epidemia.
As vítimas da FOME e da GUERRA, fazem parte duma naturalidade aparente e estão reduzidas ao silêncio. Estão longe, ninguém as vê.

O que tem de diferente a nova epidemia é estar a desenvolver-se muito perto das pessoas que sabem ler e ocupam lugares confortáveis nas chamadas “civilizações Ocidentais” (com maiúscula!).
Entretanto, só tem aparecido como enormemente diferente, porque tem a possibilidade evidente de transtornar radicalmente o sistema económico da maioria dos países do mundo.
Caiu sobre nós de um instante para o outro e já encerrou um número incontável de empresas e lançou grande número de trabalhadores no desespero da falta imediata de recursos, em sociedades nas quais a capacidade de sobrevivência sem dinheiro é praticamente nula.
Nas ruas e lugares frondosos dos países civilizados não estão plantadas bananeiras às quais possamos subir, para colher grátis um cacho de bananas, que possamos comer durante uma semana, como acontecia em grandes áreas do mundo, em que a vida das pessoas pôde continuar com grande escassez de meios.

NO SISTEMA ECONÓMICO E NO DINHEIRO, AÍ SIM, É QUE RESIDE A ALMA AFLITA DESTA CRISE.

Visitem por favor as estatísticas das vitimas das principais guerras por todo o mundo e comparem. Façam o mesmo em relação com o número aproximado dos que passam e morrem de fome no mundo inteiro, e verão onde quero chegar.
Uma pobre mulher vestida de negro, falando algures num país devastado pela guerra, dizia num noticiário que, se a morte lhe chegasse pelo vírus, seria bom, porque poderia finalmente descansar desta vida.
O vírus desta epidemia, contudo, parece ter a ductilidade suficiente para não matar só mulheres de negro em países onde persiste a angústia de crónicas rebeliões armadas.
Por isso é tão temido no Ocidente (com maiúscula…) onde ninguém esperava por uma coisa assim.
Vou continuar a falar aqui da vida depois da morte, na paz de espírito dos cidadãos sem história que não fazem noticiários, mas olham sem medo o mundo inquieto.
Esperamos com paciência e fé que os homens, de uma vez por todas, resolvam dar-se as mãos, construindo a verdade e a justiça em paz, num mundo de igualdade e de confiança.
Nesse, mesmo que apareçam epidemias, tudo deverá ser muito mais fácil de resolver. Por existirem vacinas muito boas?
Não. Porque haverá fraternidade para tratar toda a gente com o mesmo amor diligente que une aqueles que são da mesma casa e da mesma família.

Conclusão:
É sabido que uma pequena percentagem dos orçamentos militares do mundo poderia irradicar a pobreza e resolver outros problemas centrais das sociedades humanas, caso houvesse vontade e coragem para tomar essa decisão.
Pensemos agora o que seria possível fazer deste planeta e de todas as suas populações se fosse possível acabar com a corrida aos armamentos e se se utilizassem todos esses milionários orçamentos em benefício do bem estar, da cultura e  da educação, em benefício da paz e do progresso moral da Humanidade!…

 

Autor: CB

“…navegar é solitário e cansa-se o navegante à medida do silêncio
da esperança do mar
do ardor da viagem
não se cansa não”